Black Hole Sun

Dia 10 de Abril de 2019 ficará na História da Astrofísica como o dia em que foi apresentada uma imagem de um buraco negro. Para comemorar o feito inédito que deixaria Albert Einstein deveras orgulhoso, o Mixtape comemora de forma musical, claro, com uma colectânea de 5 canções.

Segundo Einstein, na sua Teoria da Relatividade: um buraco negro representa um espaço no qual nada pode escapar, sugando tudo à sua volta, incluindo partículas que se movem à velocidade da luz pois a sua velocidade é inferior à velocidade de escape desses corpos celestes imensamente densos.  Nascem do colapso de estrelas gigantes (30 vezes maiores que o sol), resultando na deformação do espaço-tempo. O desaparecimento da estrela, dá lugar ao coração do buraco negro, onde o espaço-tempo deixa de existir e o que se lhe atravessa já não regressa devido à força gravitacional, a esfera limite tem o nome de horizonte de eventos, o ponto de não retorno.

O que se vê na foto, revelada pela National Science Foundation, conseguida com a ajuda de uma rede de 8 telescópios espalhados pelo Mundo, baptizada de Event Horizon Telescope, e uma vasta equipa de cientistas com noites muito mal dormidas, é na realidade a sombra de um buraco, evidenciada por gás luminoso à volta. Aparenta ser um grande anel de fogo, assustadoramente parecido com o olho do Sauron, para quem conhece o universo cinematográfico da saga do Senhor dos Anéis.

Está à distância de 5 milhões de anos-luz e mede 40 biliões de comprimento (o tamanho de todo o nosso sistema solar, 3 milhões de vezes maior que o nosso planeta terra) e 6,5 bilhões de vezes mais massivo que o Sol.

O Mixtape não é versado em Astrofísica, mas esta animação disponibilizada pela página Event Horizon Telescope, explica muito bem como foi possível fotografar um objecto a uma distância 5 milhões de anos-luz.

Celebremos com música

Playlist: Black hole

  1. Muse: Supermassive Black Hole
  2. Chris Cornell: Black Hole Sun (acústico)
  3. Johnny Cash: The Ring of Fire
  4. The Blue Stones : Black Holes (Solid Ground)
  5. St Vicent: The Strangers

 

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Mulher

Dia 8 de Março celebra-se o dia internacional Mulher, em honra das conquistas sociais, políticas e económicas que estas conseguiram. Embora as conquistas sejam muitas, ao longo do século XX, muitas mulheres não usufruem dos direitos conquistados em pleno século XXI. O movimento que começou com as trabalhadoras fabris na pós revolução industrial e estendeu-se ao seu papel na sociedade e os seus direitos, continua a ser celebrado para lembrar que a luta continua. 

No ponto de vista cinematográfico, o papel da Mulher passou de acessório, aquele que a a década e o cliché a quis inserir, com as excepções de femme fatale que suplanta o homem em astúcia nos anos 40, a Mulher anti herói nos anos 60, a lutar pelos seus direitos nos anos 70, a Mulher que vence no mundo laboral dos homens na década de 80, ou a mulher de acção dos anos 90.

Dos 5 exemplos de marcantes papeis femininos interpretados no cinema, 4 ganharam o Óscar de Melhor Actriz (excepto as actrizes de Thema & Louise: Susan Sarandon e Geena Davis), apenas 2 foram escritos por mulheres (Thelma & Louise, escrito por Callie Khourie e Erin Brockovich, guião de Susannah Grant) e nenhum deles foi realizado por mulheres. A guionista de Thelma & Louise, Callie Khouri, quis realizar o filme que escreveu mas o Estúdio não permitiu e foi Ridley Scott quem realizou o filme em 1991 que foi responsável por um aceso debate sobre o papel da Mulher no cinema.

Só em 2010, uma mulher venceu o Óscar de Melhor Realizador, Kathryn Bigelow com o filme Hurt Locker e só em 2017, Patty Jenkins, realizou a super heroína Wonder Woman, contratada pelos Estúdios da Marvel. Chegadas ao século XXI, o movimento feminista continua a combater batalhas que por esta altura já deveriam estar ganhas, disparidade salarial e assédio sexual são as trincheiras na linha da frente, combatendo um estigma mantido acesso por uma visão machista do que o papel da mulher deve ser.

O debate sobre o assunto continua em cima da mesa e este Dia Internacional da Mulher é apropriado para relembra que há ainda muitas batalhas precisam de ser ganhas pela igualidade de direitos e afirmação.

Mas vamos nos concentrar no Cinema, eis 5 papéis femininos marcantes

1.Erin Brockovich de Steven Sodenbergh (2000)

Título é o nome da personagem principal, interpretada por Julia Roberts, uma mãe solteira sem diploma que trabalha numa agência de advogados e inicia uma batalha judicial contra uma gigantesca empresa de Electricidade e Gás  numa luta que se assemelha a David e Golias.

2. Million Dollar Baby de Clint Eastwood (2004)

Hillary Swank interpreta uma deslocada que pretende vencer no mundo do boxe feminino, pedindo ajuda ao treinador que recusa treinar mulheres.

3. Gone with the Wind de Victor Fleming (1939)

Vivien Leigh interpreta Scarlet, uma southern belle mimada que consegue sobreviver às duras condições da guerra civil americana.

4. Thelma & Louise de Ridley Scott (1991)

Título dá nome às personagens de duas pacatas trabalhadoras do sul americano que optam por fazer uma viagem para descontrair que muda as suas vidas para sempre quando uma delas sofre uma tentativa de violação.

5. Norma Rae de Martin Ritt (1979)

Sally Field é Norma Rae, uma mãe solteira que luta pelo direito ao sindicato na fábrica onde trabalha com condições deploráveis e horas de trabalho longas. Para além do patrão, enfrenta igualmente a hostilidade dos colegas.

Amor em 3 Actos: 3º Acto

Nem todas as relações atingem o 3º acto e quando atingem nunca é indolor. Boy Breaks Up With Girl. Se tudo na vida tem um princípio e um fim, seria fácil pensar que Amor não é diferente. Porém, algo tão abstracto, complexo e universal como o Amor é infindável, mas não uma relação. A letra R do 3º acto do Amor corresponde ao ROMPIMENTO.

Traição, negligência, falta de atenção, incompreensão, ciúme, falta de química e incompatibilidade são algumas das razões para o fim de uma relação e uma montanha russa de sentimentos trespassam o íntimo. Se há mil e quinhentas canções elevadas à décima sobre o enamoramento, muitas mais há sobre o final deste. Talvez por isso esta é seja a maior colectânea. Canções que destilam angústia, frustação, raiva, saudade, tristeza, vingança, piedade, desilusão e no final… a esperança de um recomeço.

Playlist: Love Act III

  1. Alanis Morissette: You Oughta Know
  2. No Doubt: Ex-Girlfriend
  3. The All American Rejects: Gives You Hell
  4. Descendents: Hope
  5. Pulp: Like a Friend
  6. Miley Cyrus: Wrecking Ball
  7. Alanis Morissette: Are You Still Mad
  8. Evanescence: My Immortal
  9. No Doubt: Don’t Speak
  10. Damien Rice: Elephant
  11.  David Fonseca: Do you Really Believe That Love Will Keep You From Getting Hurt
  12. Pedro Abrunhosa: Será
  13. Ornatos Violeta: Ouvi Dizer
  14. James Blunt: Good Bye My Lover
  15. Adele: Someone Like You
  16. Amy Winehouse: Back To Black
  17. U2: So Cruel
  18. Sinéad O’Connor: This is the Last Day of Our Acquaintance
  19. Pink: Try
  20. The Cranberries: No Need to Argue

Amor em 3 Actos: 2º Acto

Chegamos à 2ª fase da relação a dois. Boy Wants Girl. A letra R que lhe corresponde é RAMBÓIA. Penso que a palavra dispensa apresentação, porém digamos que esta é a parte do cancioneiro do Amor em que os ritmos são mais lânguidos. Ora calmos e insinuantes, ora propícios para a dança do varão ou outras brincadeiras tais que desperte o desejo. Nesta playlist não haverá o que a minha amiga Maggie chama de: “Música para fazer bebés”. Não. Com estas guitarras e ritmos voluptuosos, a palavra de ordem é mesmo Rambóia.

Playlist: Love Act II

  1. PJ Harvey: This is Love
  2. Nelly Furtado: Maneater
  3. Ashlee Simpson: La La
  4. Kings Of Leon: Sex on Fire
  5. Queens of the Stone Age: Little Sister
  6. Muse: Supermassive Black Hole
  7. U2: Desire
  8. The White Stripes: I Just Don’t Know What To Do With Myself
  9. Sia: Fire Meets Gasoline
  10. George Michael: Father Figure
  11. The Pussycat Doll: Buttons
  12. Prince: Get Off
  13. Michael Jackson: Give in to Me
  14. Massive Attack: Angel
  15. Death in Vegas: Dirge
  16. Madonna: Erotica
  17. Carlão: Hardcore

Amor em 3 Actos: 1º Acto

Rapaz conhece rapariga e apaixona-se. Eis o primeiro Acto do Amor. Pode ser à primeira vista, ou à quinta, mas os sintomas são os mesmos: pupilas dilatadas, coração acelerado, borboletas no estômago, vontade incontrolável de sorrir. Nem sempre é mútuo, mas isso não impedirá o apaixonado de incríveis actos de insana parvoíce para chamar a atenção ao facto de estar apaixonado.

Mil e quinhentas canções elevadas à décima versam sobre o acto de estar apaixonado, mas escolhi estas . Na primeira letra R. do Amor – RELACIONAMENTO, deixem-se apaixonar.

Playlist: Love act I

  1. Jewel: Near You Always
  2. Damien Rice: The Blower’s Daughter
  3. Brandi Carlisle: The Story
  4. Elvis Costello: She
  5. Marisa Monte: Amor I Love You
  6. Oioai: Sushibaby
  7. Clã: Lado Esquerdo
  8. Muse: Starlight
  9. David Fonseca: Our Hearts Will Beat as One
  10. The White Stripes: Fell in Love with a Girl
  11. Kings of Leon: Use Somebody
  12. Glasvegas: Geraldine
  13. Beyoncé: Crazy in Love
  14. Christina Aguilera: Ain’t No Other Man
  15. U2: Everlasting Love
  16. Bruce Springsteen: Secret Garden
  17. Michael Jackson: Liberian Girl

Amor em 3 Actos: Prólogo

Em semana de Dia dos Namorados, nasce uma colectânea que serve para os apaixonados que acreditam no Amor e os cínicos que não acreditam. O Amor em 3 Actos é o título da colectânea que se divide em 3 fases do Enamoramento – os três Rs (RELACIONAMENTO – RAMBÓIA – ROMPIMENTO). Inspirada no filme 500 Days of Summer que  relata o relacionamento entre Tom e Summer em três fases, esta é a história de “rapaz conhece rapariga”, mas atentem ao aviso da voz off: “Esta não é uma história de Amor”. Inexplicavelmente, o filme não estreou em Portugal, mas agradeço aos céus pela distribuidora aceitar visiona-lo para os jornalistas no ido ano de 2009. 

PRÓLOGO

Imaginado o Amor como uma encenação teatral, o prólogo é onde as personagens e o tema são apresentados. Porém, algo tão abstracto como o Amor, como se explica? Um sentimento? Um estado de graça? A némesis do Ódio? Para tudo aquilo que não conseguimos expressar, os poetas fazem-no melhor que os comuns mortais. O que são os compositores de canções senão poetas musicais. Cinco canções explicam o que é o Amor, uma vai mais longe e explica a sua origem. Se ouvirem com atenção, Hedwig explica como Zeus, furioso com a rebeldia dos seres andróginos,unidos como um só, os separou com um raio. Sem a sua metade, cada um busca o outro para se sentir completo de novo. Se o meu professor de Filosofia explicasse o discurso de Aristófenes na obra de Platão: “O Banquete” desta maneira, talvez estivesse mais concentrada nos seus ensinamentos.

Playlist: Love Act Prologue

  1. Hedwig and the Angry Inch: Origin of Love
  2. The Verve: Love is Noise
  3. Gabrielle Aplin: The Power of Love
  4. U2: Love is Blindness
  5. Bette Midler: The Rose

 

Banda Sonora para Dia das Bruxas (a sequela)

Chega aquele dia, importado que parece que veio para ficar em Portugal – pelo menos no aspecto da máscara, decoração do espaço e, definitivamente doces. O Halloween, em português traduz-se por Dia das Bruxas, a véspera do feriado nacional Dia de Todos os Santos.

Mas vamos ao que interessa:

Que canções passar naquela festa que estamos a organizar lá em casa ou no escritório?

O Mixtape está aqui para ajudar os menos versados em música de susto. Esta é a segunda playlist sob a temática Halloween, podem espreitar  a primeira aqui. Para a sequela, estão presentes os clássicos – não podia faltar Thriller de Michael Jackson e o tema principal de Ghostbusters, os grandes hinos sobrenaturais dos anos 80, acordes pop e rock, mas também aquelas canções que arrepiam a pele. Para acalmar os ânimos e propocionar o momento slow da festa, a voz doce de Annie Lennox a embalar um vampiro.

Divirtam-se e usufruam mais  Doces e menos Travessuras

Foto: ©Rute Gonçalves

Playlist Halloween 2

  • Michael Jackson: Thriller
  • Rockwell: Somebody is Watching me
  • Prince: Batdance (BSO)
  • Ray Parker Jr.: Ghostbusters (BSO)
  • AC/DC: Highway to Hell
  • Alice Cooper: Feed my Frankenstein
  • Rolling Stones: Simpathy for the Devil
  • Rocky Horror Picture Show: Time Warp
  • Screamin’ Jack Hawkings: I Put a Spell on You
  • Julee Cruise: Into the Night
  • Annie Lennox: Song for a Vampire (Bram Stoker’s Dracula BSO)
  • Mark Snow: X Files Theme