Banda Sonora para Dia das Bruxas (a sequela)

Chega aquele dia, importado que parece que veio para ficar em Portugal – pelo menos no aspecto da máscara, decoração do espaço e, definitivamente doces. O Halloween, em português traduz-se por Dia das Bruxas, a véspera do feriado nacional Dia de Todos os Santos.

Mas vamos ao que interessa:

Que canções passar naquela festa que estamos a organizar lá em casa ou no escritório?

O Mixtape está aqui para ajudar os menos versados em música de susto. Esta é a segunda playlist sob a temática Halloween, podem espreitar  a primeira aqui. Para a sequela, estão presentes os clássicos – não podia faltar Thriller de Michael Jackson e o tema principal de Ghostbusters, os grandes hinos sobrenaturais dos anos 80, acordes pop e rock, mas também aquelas canções que arrepiam a pele. Para acalmar os ânimos e propocionar o momento slow da festa, a voz doce de Annie Lennox a embalar um vampiro.

Divirtam-se e usufruam mais  Doces e menos Travessuras

Foto: ©Rute Gonçalves

Playlist Halloween 2

  • Michael Jackson: Thriller
  • Rockwell: Somebody is Watching me
  • Prince: Batdance (BSO)
  • Ray Parker Jr.: Ghostbusters (BSO)
  • AC/DC: Highway to Hell
  • Alice Cooper: Feed my Frankenstein
  • Rolling Stones: Simpathy for the Devil
  • Rocky Horror Picture Show: Time Warp
  • Screamin’ Jack Hawkings: I Put a Spell on You
  • Julee Cruise: Into the Night
  • Annie Lennox: Song for a Vampire (Bram Stoker’s Dracula BSO)
  • Mark Snow: X Files Theme
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Recordar River Phoenix

O mais assustador Dia das Bruxas foi em 1993, de tal modo traumatizante que a sua memória perdura ainda hoje cada vez que o calendário marca o dia 31 de Outubro. Numa solarenga manhã de Domingo ouvi num bloco noticiário: “Morreu o actor com o nome mais hippie de Hollywood”. A frase despertou-me a curiosidade, mas ouvir o nome River Phoenix despolotou uma paleta de sentimentos que não contava viver nos meus tenros 16 anos de idade.

A minha primeira reacção foi não acreditar e pensar que fosse uma brincadeira de Halloween de muito mau gosto que espelha a fase da negação, seguida pela ira ao saber a causa da morte: “Paragem cardíaca devido a ingestão de um cocktail de estupefacientes”. Como é que alguém tão etéreo, em contacto com a natureza, vegetariano convicto pôde ter sido tão estúpido. Naquele dia a mística que o rodeava caiu por terra, a pessoa que me despertou para a causa ambiental, para o vegetarianismo, que me deu a conhecer a causa de defesa dos animais, era humano, como todos nós e cometia erros.

No filme The Cat’s Meow de Peter Bogdanovich, a personagem de Joanna Lumley, Elinor Glyn, descreve Hollywood como uma criatura viva e o seu efeito naqueles que querem conquistá-la. Lembro-me sempre de River cada vez que oiço estas palavras: “A maldição da Califórnia é como um feiticeiro cruel, capaz de renegar a verdadeira personalidade naquele que é enfeitiçado, forçando-o. a esquecer do sítio de onde provêm, o propósito da sua viagem e os princípios que lhe são queridos”.

Que vestir no Dia das Bruxas?

Esta é a pergunta na cabeça de todos aqueles que planeiam festejar o evento anglo-saxónico, marcado no último dia de Outubro. Pois bem, o Mixtape está aqui para ajudar com uma série de sugestões retiradas do universo cinematográfico ou televisivo. Dez disfarces para uma inesquecível noite de Diabruras ou Travessuras

Disfarce: Piloto Top Gun
How I Met your Mother (TV)
Acessórios: Um rádio portátil para tocar o tema: Danger Zone de Kenny Loggins, óculos de aviador, quantidade exorbitante de emblemas.

Barney faz uma entrada e peras com o disfarce que requer a própria trilha sonora e um compincha para servir de co-piloto. De outro modo como é que ele poderia dizer a frase carregadinha de alusão homo erótica: “You can be my wingman anytime!” É certo que poderá ser um nadinha complicado arranjar uma farda de piloto de força áerea, mas pensem que irá render a atenção do sexo oposto. Arranjem um fato-macaco esverdeado e toca a coser emblemas. Se não querem fazer algo muito elaborado, podem seguir a sugestão do Ted e ir disfarçado de boletim de voto (pela percentagem de eleitores que votam, parece que este papelinho é deveras assustador de se enfrentar).

Disfarce: Pai Natal inspirado em Jack Skellington
The Nightmare Before Christmas
Acessórios: Gorro vermelho, barba branca e saco de presentes que transbordam em malvadez.

Muitos podem achar fora de contexto mas, tal como assistimos no filme saído do imaginário de Tim Burton, torna-se divertidamente assustador. O disfarce de Pai Natal em pleno Outubro não só reforça o dizer popular: “O Natal é quando o homem quer”, como permite distribuir presentes marotos como que contagiados pelos espírito de Diabrura ou Travessura.

Disfarce: Homem Aranha apijamado
Coupling (TV)
Acessórios: Rádio portátil a tocar o tema do genérico da série animada dos  anos 60, luvas brancas, uns ténis e um gorro de ski vermelhos.

Seria muito mais espectacular vestir o fato de látex justinho mas, convenhamos, nada prático – especialmente na hora das necessidades fisiológicas. Na versão de Jeff basta arranjar um pijama vermelho com calças azuis, desenhar umas teias, colocar uma aranha pompom no topo e voilá. Este disfarce funciona muito bem em noites dançantes já que inclui trilha sonora e a respectiva coreografia.

Disfarce: Elle Driver disfarçada de enfermeira
Kill Bill
Acessórios: Pala branca, chapéu de enfermeira, seringa.

Qualquer personagem do universo cinematográfico de Quentin Tarantino é uma boa escolha de disfarce. O filme Kill Bill é particularmente fértil (desde a Noiva com o seu fato de treino amarelo canário, ao velho ancião de longa barba, Pai Mei), mas o destaque vai para a letal assassina Elle Driver, com a sua janota fatiota de enfermeira.

Em alternativa, e se são o grupo de cromos de cinema lá do bairro, podem ir disfarçados deReservoir Dogs: o grupo de criminosos de fato e gravata que se desloca em câmara lenta para efeito mais cool. Precisam apenas de fato e gravata e óculos escuros. O cigarro na boca é opcional, mas a atitude certa é imperativa.

Disfarce: O Efeito Doppler
The Big Bang Theory (TV)
Acessórios: A inteligência

Se querem ser abstractos e deixar as pessoas na dúvida, para depois fazer um brilharete a esclarecê-las, vão disfarçados ao equivalente em indumentária da característica observada nas ondas quando emitidas ou reflectidas por um objecto que está em movimento com relação ao observador. Depois rezem para não serem desprezados ou cuspidos em cima.

Disfarce: Fantasma
E.T – The Extra Terrestrial
Acessórios: Um lençol branco

Em tempo de crise, este é um disfarce económico e dentro do contexto das festividades do Dia das Bruxas. Arranjem um lençol velho, façam dois buracos para os olhos, um para o nariz e divirtam-se sem serem reconhecidos. Esta cena mostra uma miríade de disfarces que podem usar, com destaque para o zombie médico com o cão debaixo do braço e o Yoda.

Disfarce: Membros da banda Kiss
According to Jim (TV)
Acessórios: Botas de plataforma, correntes, muitos metros de cabedal, uma farta cabeleira de caracóis encaracolados e muita, mesmo muita, pintura de rosto.

Para os nostálgicos do som heavy glam, esta é a fantasia que se desdobra em duas: artistas rock com muita pinta ou morcegos atingidos por raios gama com queda para a música. Depende da disposição. De vez em quando estiquem a língua de fora para que se perceba quem é o Gene Simons do grupo. Este disfarce pode estar em harmonia com a vossa cara-metade se esta assumir o disfarce de groupie.

Disfarce: Adolf Hitler
Liberty Heights
Acessórios: coragem e bigode falso

Este disfarce requer alguma ousadia e capacidade de argumentação para explicar aos outros o porquê de escolha tão aterrorizante. Encontrar uma farda não é missão impossível, porém desejo boa sorte na procura de umas calças Jodhpur (largas nos quadris e afuniladas no joelho). Com o vestuário, complementa-se o penteado de risco ao lado que se desloca ao balanço do tom colérico e as piadas secas sobre judeus. Se não tiverem uma boa capacidade de encaixe  correm o risco de serem banidos, classificados como personna non grata ou levarem um murro na fuça. Se são judeus o disfarce classificar-se-á como irónico, mas correm o risco de pregar um susto de morte aos anciões da família, tal como a avó de Ben.

Disfarce: Super-herói
Kick-Ass
Acessórios: Matracas, luvas de borracha de cozinha e galochas


Depois de ver o filme percebemos onde os super-heróis buscam a inspiração para a sua roupa, na luta contra o mal. Lojas de desporto ou de produtos sadomasoquistas. Portanto, se querem fantasiar-se como o Kick Ass, vistam um fato de borracha (de surf ou mergulho) com umas cuecas vermelhas estilo sunga, a touca de borracha e umas luvas a condizer com as cuecas. Voilá, estão prontos para combater crime e animar a malta com os vossos preparos.

Disfarce: Darth Vadder
Spot televisivo da Volkswagen 2011
Acessórios: Capacete Darth Vadder

O sonho de qualquer criança ou jovem adulto cromo, o disfarce de Darth Vadder será um grande sucesso em qualquer lado. A fatiota é relativamente fácil de conseguir, assim como a capa negra, já o capacete requer abrir os cordões à bolsa. Se estão dispostos a gastar uma considerável quantia monetária, podem adquirir o capacete com o modulador de voz. Se não, basta apenas pavonearem-se com a trilha sonora da marcha de Darth Vader e ficar absolutamente silencioso. Para completar, sugiro que distribuam cartões-de-visita como este abaixo referenciado e terão sucesso garantido.

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Foto: © Rute Gonçalves

 

Catedrais de Cinema

Aproveitando a reposição do filme de Giuseppe Tornatore, o belíssimo  «Nuovo Cinema Paradiso« que comemora o seu 30º aniversário, o Mixtape puxa os galões da nostalgia cinematográfica, sob forma fotográfica. Passo a explicar.

Em 2002, o gosto pelo Cinema, foi o mote para fotografar as salas de cinema que, não só ajudaram a moldar o meu amor pelo cinema, como representam recintos onde se respira História. Na última década, faustosas salas como o São Jorge, Tivoli ou Condes fecharam as portas e foram substituídas, nos hábitos dos cinéfilos, por (odiosos) complexos multiplexes, mas não nos seus corações. Algumas dessas salas protagonizaram um condigno comeback para mostrar que a 7ª arte é devidamente apreciada nas catedrais que a respeitam e perpetuam o seu legado.

Das salas de cinema protagonistas deste slideshow: Cinemateca Portuguesa, Cinema São Jorge, Tivoli e Sala Foz (Cinemateca Júnior), apenas o Tivoli suspendeu a sua exibição cinematográfica, embora perdure como sala de teatro As restantes passam filmes a título comercial (a Cinemateca) e o São Jorge filmes em circuito de festival

Até podia ser um pretexto para compilar o top: 5 razões porque detesto multiplexes, mas penso que o meu tributo fotográfico às belíssimas salas de cinema de outrora – aquelas que ainda permanecem de portas abertas, é prova irrefutável da minha apaixonada dedicação a esta salas. Também a letra da música que acompanha o slideshow diz tudo sem que precise acrescentar mais nada. Apenas isto, não existem downloads gratuitos, dvds, televisão, canais temáticos por cabo que me retirem a emoção de assistir a um filme numa sala de cinema.

Duas salas de cinema contribuíram para moldar a minha cinefilia na infância e que foram os meus Cinemas Paradiso: O cinema Nina e sala da Sociedade Recreativa da Amora S.F.O.A. A sala Nina , a 400 metros da minha casa foi, indiscutivelmente, aquela que mais relevância teve por ser um capítulo importante da minha infância /adolescência. A notícia do seu encerramento deixou tristeza,  (mais um cinema local que encerra as portas para dar lugar aos odiosos multiplexes na periferia das localidades). O que era uma referência física passou a existir apenas como uma recordação do meu imaginário.

Não consigo precisar com factualidade o ano de abertura do cinema mas lembro-me de cada momento que ali passei. Ao longo de mais de duas décadas a sala de cinema, parte integrante do mini centro comercial com reputação duvidosa foi um ponto de referência, refúgio, escape, ponto de encontro e pausa para apreciar os deliciosos croissants com doce de ovos no intervalo de cada sessão.

Primeiro foram as manhãs infantis. Às 11h, lá estava para recordar os velhos (para mim, novos) clássicos da Disney – na altura dobrados em brasileiro. No início assistia aos filmes com a minha mãe, algum tempo depois, implorava para ela me deixar ir sozinha – só mesmo os miúdos têm pachorra para ir ao cinema às 11h da manhã. Seguiram-se as matinés com os amigos, a transição entre desenhos animados e imagem real.

Não tenho qualquer  registo fotográfico da sala de cinema Nina (inaugurada como Cinema Lord), apenas a colecção de canhotos dos bilhetes (com a devida classificação crítica em estrelas) mas em visita à S.F.O.A deparei-me com a possibilidade de fotografar a sala de projecção, presa num tempo onde o filme em película reinava. Ali, naquela sala, conservam-se as memórias de um tempo áureo da projecção cinematográfica e adorei fotografar cada uma delas.

 

 

 

 

Poesia para embalar os ouvidos

Para esta que vos escreve, a prosa é mais estimada que a poesia que comemora no dia 21 de Março. Já sendo declamada por vozes que deliciam já é outro assunto. Partilho convosco a playlist que está nos meus favoritos de reprodução, lista de poemas declamados que amiúde me embalam para dormir. E, sendo a canção uma forma de poesia (o Nobel de literatura Bob Dylan, atesta isso mesmo, estão incluídas duas canções de gerações diferentes declamadas pelo actor Albano Jerónimo  numa iniciativa da estação de rádio, Antena3. Na foto o último verso do poema 14 de Pablo Neruda.

  1. Do Not Go Gentle Into That Goodnight leitura de Richard Burton poema de Dylan Thomas

  2. As I Walked Out One Evening by Tom Hiddleston, poema de W H Auden.
  3.  Mata Me Outra Vez leitura de Albano Jerónimo, canção de Ornatos violeta

  4.  Beijos e Papas de Leite leitura de Albano Jerónimo, canção  de Jorge Palma

  5.  Talking in Bed by Tom Hiddleston, poema de Philip Larkin

  6.  Trecho do Livro Água Rosa de Clarice Lispector, leitura de Wagner Moura

  7.   May I Feel Said He leitura de Tom Hiddleston poema de E E Cummings

  8.  Desiderata leitura de Tom Hiddleston

    poema de Max Ehrmann

 

 

Jukebox Oscar

A poucos dias da cerimónia dos Óscares, o Mixtape faz uma viagem musical percorrendo, cronologicamente, as canções vencedoras do Óscar para melhor Canção Original. Tudo começou há muito tempo atrás, não numa galáxia distante, mas no mítico Hotel Biltmore em Los Angeles. A categoria de Melhor Canção original foi introduzida na 7ª edição dos Óscares no ano de 1935 e premeia os compositores e letristas da canção incluída no filme.

Para ser elegível, uma canção tem de ser composta originalmente para um filme, o que descarta canções que usam samples, versões e mash ups e explica a razão porque Moulin Rouge não teve nenhuma canção nomeada no ano que que concorreu. Também não pode ter sido lançada antes do ano em que o filme concorre e essa regra quase deixou de fora a canção vencedora de um Óscar em 2008 pelo filme Once. “Falling Slowly”, havia sido apresentada ao vivo pela banda de Glen Hansard, The Swell Season. Também por essa razão nenhuma das canções de musicais podem ser nomeadas e isso explica a introdução de uma canção original na adaptação para Cinema. “You Must Love me”, por exemplo, venceu Melhor Canção por Evita em 1996, e não fazia parte do musical de Andrew Lloyd Webber.

Em 1944 chegaram a ser 14 as canções nomeadas, em três anos, foram apenas 3, mas os estatutos permitem 5 canções nomeadas. Em quatro anos diferentes, o mesmo filme teve 3 canções nomeadas. Os Estúdios Disney detêm o monopólio de tripla nomeação e o início da década de 90 marca esse reinado, porém, no ano de 2008, foi instituída a regra de apenas 2 canções nomeadas por filme.

No meio das piadas dos anfitriões, discursos dos vencedores e apresentações de clips de filmes, a categoria de Melhor Canção é a perfeita desculpa para um número musical memorável, embora nem sempre tenha sido esse o caso. Não esquecer o infame número de Lord of the Dance. Os números musicais já foram prolongados, cortados, ignorados, colocados a um cantinho do televisor, mas aqui no Mixtape recebem honras. Eis alguns exemplos ao longo de sete décadas.

Mixtape Jukebox Oscar

1939 “Over the Rainbow” – The Wizard of Oz  Harold Arlen e E. Y. Harburg
1956  “Whatever Will Be, Will Be (Qué Será, Será)” – The Man Who Knew Too Much Jay Livingston e Ray Evans
1961 “Moon River” – Breakfast at Tiffany’s  Henry Mancini e Johnny Mercer
1969  “Raindrops Keep Fallin’ on My Head” – Butch Cassidy and the Sundance Kid  Burt Bacharach e Hal David
1971  “Theme from Shaft” – Shaft  Isaac Hayes
1973  “The Way We Were” – The Way We Were  Marvin Hamlisch, Alan Bergman e Marilyn Bergman
1980  “Fame” – Fame  Michael Gore, Dean Pitchford
1982 “Up Where We Belong” – An Officer and a Gentleman Jack Nitzsche , Buffy Sainte-Marie e Will Jennings
1983 “Flashdance… What a Feeling” – Flashdance Giorgio Moroder , Keith Forsey e Irene Cara
1986  “Take My Breath Away” – Top Gun Giorgio Moroder e Tom Whitlock
1987  “(I’ve Had) The Time of My Life” – Dirty Dancing Franke Previte, John DeNicola e Donald Markowitz
1988 “Let the River Run” – Working Girl Carly Simon
1991 “Beauty and the Beast” – Beauty and the Beast  Alan Menken e Howard Ashman
1992 “A Whole New World” – Aladdin Alan Menken e Tim Rice
1993  “Streets of Philadelphia” – Philadelphia Bruce Springsteen
1997 “My Heart Will Go On” – Titanic James Horner e  Will Jennings
2002  “Lose Yourself” – 8 Mile Eminem, Jeff Bass e Luis Resto
2007 “Falling Slowly” – Once  Glen Hansard e Markéta Irglová
2008 “Jai Ho” – Slumdog Millionaire A. R. Rahman e Gulzar

Amor Segundo o Cinema

Em Fevereiro, o Amor está no ar. Porquê? Celebra-se o Dia de São Valentim ou, para os mais distraídos em assuntos sacrossantos, o Dia dos Namorados. É a altura ideal para celebrar o Amor sob a óptica da 7ªarte. Rapaz conhece rapariga, mulher conhece amante, marido trai mulher, rapaz “conhece” tarte de maçã. Pontos de partida divergentes que convergem num só. Amor apaixonado, sexual, ocasional, etéreo, platónico, passional, obsessivo, solitário. Tudo variações da emoção mais retratada  no celulóide em cenas para sempre imortalizado no grande ecrã. O Mixtape preparou um especial Dia de São Valentim que promete inspirar os apaixonados e até aqueles que acreditam que este dia é uma grande estopada.

Pode ser desejado, mencionado, consumado ou simplesmente sugerido. Na época dourada de Hollywood, não havia espaço para manifestações físicas, mas a mera sugestão de palavras e o clássico sex appeal das estrelas de Hollywood arrebatavam corações dos espectadores. O tempo de cronometrar 8 segundos para um beijo está a anos luz de distância. Ao longo dos anos, as cenas de amor revelam cada vez pele, ao ponto de suplantarem o próprio filme. Mas, a expressão do Amor, física ou espiritual, mantêm-se acompanhando a evolução dos tempos.

English Patient: Ralph Fiennes & Kristen Scott Thomas

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Se as mulheres já suspiravam com a visão de Ralph Fiennes, gordo e sádico em “Lista de Schindler”, A personagem do conde Almásy: espadaúdo charmoso, bronzeado, sedutor – perdida e obsessivamente apaixonado por Katherine-  fez de Fiennes o eterno quebra corações. Adoro a forma como ele nomeia o vale na base do pescoço dela como o seu local preferido.

 Basic Instint : Sharon Stone & Michael Douglas

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Nunca cena de sexo foi tão longa e bem aproveitada. A química de Stone e Douglas explodiu no ecrã. Sobre esta cena, a personagem de Douglas disse: “She’s the fuck of the century”, já a actriz Sharon Stone fez um comentário amplamente publicitado: “Tive, pelo menos três orgasmos!”.

Revenge : Kevin Costner & Madeline Stowe

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No final dos anos 80 e início dos 90, Kevin Costner era hot property de  Hollywood, partilhando “O Amor” com Sean Young , Susan Sarandon, Mary MacDowell no banco de trás de uma limusine, banheira, bengaleiro, tenda. Num dos filmes mais desinteressantes de Tony Scott, Costner e Madeleine Stowe protagonizam  um bem mais interessante e magnificamente fotografado affair. Para os mais curiosos e pacientes podem ver o video e testemunhar como a química entre dois actores funciona no mais simples acto de fazer limonada.

Tequila Sunrise
: Mel Gibson & Michelle Pfeiffer

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Mel Gibson e Michelle Pfeiffer a emergir da piscina todos nus. Parafraseando a personagem do Raul Julia “it was like a fucking marathon 3 hours, Jesus!” Nos tempos idos em que os belos olhos de Mel Gibson paravam o coração da ala feminina.

Thelma & Louise: Geenna Davis & Brad Pitt

Louise: “You finally got laid properly, I’m so proud…”

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Foi tudo o que bastou para retirar Brad Pitt da sombra, a caminho do título de “O Homem Mais Sexy Do Planeta”.

Breathless : Richard Gere & Valérie Kaprisky

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No apogeu do seu estatuto de sex symbol, Richard Gere contracenou com a francesa Valérie Kaprisky numa adaptação americana do filme de Goddard. No papel de Jessie, Gere é um delinquente em fuga, com tempo para embaciar o ecrã nas cenas de sexo que viriam a ser o SEU  “pão nosso de cada dia” na década de 80.

Devil’s Advocate: Keanu Reeves & Charlize Theron

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Keanu Reeves com outra no pensamento e Charlize Theron contra a parede. Gosto do pormenor dele estar despido com as botas (e a cicatriz na barriga).

Fatal Attraction: Michael Douglas & Glenn Close

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O amor obsessivo de Glen Close por Michael Douglas, levou a ala masculina a pensar duas vezes antes de cometer adultério. Antes de cozer o coelho da filha deste numa panela, Glenn Close professou o amor na cozinha, elevador e outros sítios arredios.

9/2 Weeks:
Kim Basinger

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Quem quer saber do Mickey Rourke quando se tem a Kim Basinger a fazer um soberbo strip ao som de “You can leave your hat on”?! Voyeurismo, sim!

Ghost: Patrick Swayze & Demi Moore

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Swayze e Moore, protagonizam um amor que sobrevive à morte. Manifestado em vida nesta cena, com o tema “Unchained Melody” dos Righteous Brothers, em perfeita sincronia com os movimentos da paixão. Uma das mais memoráveis cenas de amor do cinema, fez correr muita tinta e multiplicou-se em imitações baratas. Nenhuma suplantou a original.

Jerry Maguire: Tom Cruise Reneé Zwellweger

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“That’s not a dress, that’s a Audrey Hepburn movie…”

Renée Zellweger luminosa, quebra o medo de relacionamento amoroso com Tom Cruise que nos leva às lágrimas com a declaração: “You…complete me!”

Pretty Woman: Richard Gere & Julia Roberts

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Dos sítios onde praticar “O Amor”, um piano é o mais requintado. Não é aqui que Julia Roberts beija Richard Gere mas é um hors d’oeuvres de luxo que antecede a refeição principal com direito a “Amo-te” no final.

Bram Stoker’s Dracula: Gary Oldman & Winona Ryder

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Num plano subliminar, Drácula de Bram Stoker é uma ode ao prazer oral. Pode parecer estranho considerar erótica, a cena em que uma mulher suga o mamilo cortado de um homem. Com Gary Oldman a sussurrar: “Walk with me to be my loving wife forever”, é também uma ode ao prazer auditivo!

L.A Confidential: Kim Basinger & Russell Crowe

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Lynn Bracken: I see Bud because I want to. I see Bud because he treats me like Lynn Bracken and not some Veronica Lake look-alike who fucks for money.

A velha história da prostituta de luxo que conquista o coração do polícia durão. Russel Crowe e Kim Basinger sob direcção de Curtis Hanson oferecendo um  novo fôlego ao film noir marca a diferença.

Tudo o Vento Levou Vivien Leigh & Clark Gable

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A mera sugestão de Gable é suficiente para palpitar o coração de Vivien Leigh:

“You should be kissed and often, and by someone who knows how”

The last of the Mohicans : Daniel Day Lewis & Madeline Stowe

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É difícil esquecer o encontro amoroso de Day Lewis e Madeline Stowe por detrás de uma queda de água. Haverá sitio mais perfeito?

Out Of Sight: George Clooney & Jennifer Lopez

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O poder da sedução começa pelas palavras e acaba num quarto de hotel. Clooney e Lopez com a quimíca perfeita, susceptível de embaciar o ecrã. Confesso que George Clooney nunca esteve na minha lista de preferências, mas mudei de ideias depois de ver este filme.

American Pie:  Jason Biggs e …a tarte (!?)

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À pergunta: “Qual é a sensação de entrar numa mulher”, respondem a Jason Biggs “É como uma tarte de maçã”. O que aconteceu a seguir, explica o porquê do título “Americam Pie”. O amor solitário no seu melhor (pior) nível.

Call Me by your Name: Timothée Chalamet e Armie Hammer

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Com a estreia de Call me By Your Name, assistiu-se a outra cena de…”amor”… com fruta, ainda que num melhor nível ,visionado com algum embaraço. No entanto, o actor Timothée Chalamet teve direito a nomeação para o Óscar como melhor actor e a química entre a sua personagem Elio e Oliver (Armie Hammer), transpira sensualidade nos mais pequenos pormenores

Mulholand Drive: Naomi Watts & Laura Harring

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Nunca uma relação entre duas mulheres foi tão magnética, misteriosa e sedutora. Amor obsessivo filmado por David Lynch.

Brokeback Mountain: Jake Gyllenhaal & Heath Ledger

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O amor não vê fronteiras. A  relação secreta de dois cowboys num período de 20 anos comoveu meio mundo e mudou o estereótipo da homossexualidade.