Jukebox Oscar

A poucos dias da cerimónia dos Óscares, o Mixtape faz uma viagem musical percorrendo, cronologicamente, as canções vencedoras do Óscar para melhor Canção Original. Tudo começou há muito tempo atrás, não numa galáxia distante, mas no mítico Hotel Biltmore em Los Angeles. A categoria de Melhor Canção original foi introduzida na 7ª edição dos Óscares no ano de 1935 e premeia os compositores e letristas da canção incluída no filme.

Para ser elegível, uma canção tem de ser composta originalmente para um filme, o que descarta canções que usam samples, versões e mash ups e explica a razão porque Moulin Rouge não teve nenhuma canção nomeada no ano que que concorreu. Também não pode ter sido lançada antes do ano em que o filme concorre e essa regra quase deixou de fora a canção vencedora de um Óscar em 2008 pelo filme Once. “Falling Slowly”, havia sido apresentada ao vivo pela banda de Glen Hansard, The Swell Season. Também por essa razão nenhuma das canções de musicais podem ser nomeadas e isso explica a introdução de uma canção original na adaptação para Cinema. “You Must Love me”, por exemplo, venceu Melhor Canção por Evita em 1996, e não fazia parte do musical de Andrew Lloyd Webber.

Em 1944 chegaram a ser 14 as canções nomeadas, em três anos, foram apenas 3, mas os estatutos permitem 5 canções nomeadas. Em quatro anos diferentes, o mesmo filme teve 3 canções nomeadas. Os Estúdios Disney detêm o monopólio de tripla nomeação e o início da década de 90 marca esse reinado, porém, no ano de 2008, foi instituída a regra de apenas 2 canções nomeadas por filme.

No meio das piadas dos anfitriões, discursos dos vencedores e apresentações de clips de filmes, a categoria de Melhor Canção é a perfeita desculpa para um número musical memorável, embora nem sempre tenha sido esse o caso. Não esquecer o infame número de Lord of the Dance. Os números musicais já foram prolongados, cortados, ignorados, colocados a um cantinho do televisor, mas aqui no Mixtape recebem honras. Eis alguns exemplos ao longo de sete décadas.

Mixtape Jukebox Oscar

1939 “Over the Rainbow” – The Wizard of Oz  Harold Arlen e E. Y. Harburg
1956  “Whatever Will Be, Will Be (Qué Será, Será)” – The Man Who Knew Too Much Jay Livingston e Ray Evans
1961 “Moon River” – Breakfast at Tiffany’s  Henry Mancini e Johnny Mercer
1969  “Raindrops Keep Fallin’ on My Head” – Butch Cassidy and the Sundance Kid  Burt Bacharach e Hal David
1971  “Theme from Shaft” – Shaft  Isaac Hayes
1973  “The Way We Were” – The Way We Were  Marvin Hamlisch, Alan Bergman e Marilyn Bergman
1980  “Fame” – Fame  Michael Gore, Dean Pitchford
1982 “Up Where We Belong” – An Officer and a Gentleman Jack Nitzsche , Buffy Sainte-Marie e Will Jennings
1983 “Flashdance… What a Feeling” – Flashdance Giorgio Moroder , Keith Forsey e Irene Cara
1986  “Take My Breath Away” – Top Gun Giorgio Moroder e Tom Whitlock
1987  “(I’ve Had) The Time of My Life” – Dirty Dancing Franke Previte, John DeNicola e Donald Markowitz
1988 “Let the River Run” – Working Girl Carly Simon
1991 “Beauty and the Beast” – Beauty and the Beast  Alan Menken e Howard Ashman
1992 “A Whole New World” – Aladdin Alan Menken e Tim Rice
1993  “Streets of Philadelphia” – Philadelphia Bruce Springsteen
1997 “My Heart Will Go On” – Titanic James Horner e  Will Jennings
2002  “Lose Yourself” – 8 Mile Eminem, Jeff Bass e Luis Resto
2007 “Falling Slowly” – Once  Glen Hansard e Markéta Irglová
2008 “Jai Ho” – Slumdog Millionaire A. R. Rahman e Gulzar

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Mulher canta Mulher

Dia 8 de Março, comemora-se o Dia Internacional da Mulher e aqui no nosso cantinho vamos celebrá-lo com música feita por elas. Canções de Mulheres influentes e influenciadoras no mundo da música ao longo dos tempos.

Mulheres que cantam sobre ser mulher, sobre o que querem, o que sentem, o que desejam, como se apaixonam. Cantam sobre a condição da mulher em particular, o abuso, a discriminação, o desrespeito. Mulheres que cantam sobre o respeito que merecem e que ainda não é partilhado por todas as nações, de outro modo não haveria necessidade para comemorar este dia que marca a luta pelos seus direitos e o seu lugar no mundo.

Playlist:Mulher

  1.  Nina Simone: Four Women
  2. Aretha Franklyn: Respect
  3. Leslie Gore: You Don’t Owe Me
  4. Helen Reddy: I Am Woman
  5. Chaka Khan: I’m Every Woman
  6. Cindy Lauper: Girls just Wanna Have Fun
  7. Eurythmics: Sisters Are Doing it for Themselves
  8. Janet Jackson: Nasty
  9. Tori Amos: Cornflake Girl
  10. No Doubt: I’m Just a Girl
  11. Clã: Lado Esquerdo
  12.  Alicia Keys: Girl On Fire
  13. Beyoncé: If I were a Boy
  14.  Simone: Desfolhada
  15. Patti Smith: Gloria
  16. Neneh Cherry: Woman
  17. Elis Regina: Maria Maria

Radio Gaga

Não se assustem, não foi inaugurada nenhuma estação de rádio dedicada a passar o reportório da cantora Lady Gaga, que curiosamente, escolheu o seu nome de baptismo pop na canção dos Queen. No dia que se comemora a Rádio, sendo eu fã incondicional de rádio logo pela manhã, o Mixtape escolhe uma selecção especial para os fãs das ondas de rádio AM/FM.

Confesso, sou daquelas pessoas que acorda bem-disposta de manhã. A razão desse estado de espírito matinal está no acto de ligar o rádio no meu programa favorito. Não é só a música que passa pelas ondas de rádio que me faz bem-disposta, os animadores da rádio, representam um papel crucial. Todas as manhã, o rotineiro acto de tomar o pequeno-almoço, preparar para sair, correr para os transportes, fica mais animado na companhia dos nossos animadores de eleição.

Não é só pela manhã que a rádio me acompanha. Os programa de autor das estações de rádio imperavam na noite em que o mais solitário dos indivíduos se sente acompanhado. O programa da Antena 3 “Drive In” de Álvaro Costa foi o meu salva vidas durante muitas noites dos anos universitários. No tempo que passei na Escócia durante o programa Erasmus, ouvia rádio logo pela manhã, por mais miserável que me sentisse dado as saudades do país natal, aquelas manhãs radiofónicas ajudavam a levantar-me pela manhã com um sorriso nos lábios – nem que fosse pela risota de tentar desvendar o indecifrável dialecto de glasgow.

Ontem e hoje, a rádio continua a representar um papel importante no dia-a-dia e merece o seu dia oficial.

  1. Queen: Radio Gaga
  2. R.E.M: Radio Song
  3. Bruce Springsteen: Radio Nowhere
  4. The Buggles: Video Killed the Radio Star
  5. The Clash: Radio Clash
  6. X-Wife: On the Radio
  7. Queens of th Stone Age: God is on the Radio

A TODOS UM BOM NATAL

Quem não se lembra da canção natalícia, marca registada do Coro de Santo Amaro de Oeiras? Martelava (e ainda martela) incessantemente nos nossos ouvidos assim que arrancam as festividades. Este ano, podem ter maior variedade. O Mixtape oferece a Banda Sonora para o Natal, garantia absoluta de vos colocar em boa disposição durante a tortuosa caminhada até o Dia N.

Prometo que nesta playlist não encontram o Coro de Santo Amaro de Oeiras, mas hits natalícios do Espírito do Natal Passado de várias décadas, o Espírito do Natal Animado e tresloucado e singles natalícios de Estrelas Pop unidas contra a Pobreza.
A todos os seguidores do Mixtape

FELIZ NATAL E OS VOTOS MIXADOS DE BOM ANO!

Playlist: XMAS I

  1. Mariah Carrey: All I Want for Christmas is You
  2. U2: Baby, Please Come Home
  3. Bobby Helms: Jingle Bell Rock
  4. Brenda Lee: Rocking Around the Christmas Tree
  5. Madonna: Santa Baby
  6. Nightmare Before Christmas BSO: What’s This?
  7. Frank Sinatra: Have Yourself a Merry Little Christmas
  8. Frank Sinatra: Let it Snow
  9. Paul McCartney: We all Stand Together
  10. John Lennon: So This is Christmas?
  11. Band Aid: Do They Know is Christmas?
  12. Wham: Last Christmas
  13. John Dever & The Muppets: We Wish You a Merry Christmas
  14. Mariah Carey: Santa Claus is Coming to Town

Contra a Tristeza, Chorar, Chorar

Aproveitando o balanço do tema anterior, o Mixtape volta às playlists. O acto de chorar é uma das emoções humanas mais retratadas em canções. Amor (ou a falta dele) é talvez a primeira. Nem todas estas canções  falam de Amor, mas em todas figura o acto de chorar ou lágrimas. Asseguro-vos que esta compilação não pretende humedecer os vossos olhos – o acto de chorar pode ser uma libertação ou celebração. Vamos então celebrar o choro.

Um pormenor curioso sobre esta playlist que ajuda a desvendar os alicerces para o próximo mixtape, irão reparar  em versões diferentes do mesmo tema e todas elas brilham por mérito do intérprete que as reescreveu. Fiquem atentos à próxima edição e ficarão a conhecer mais.

Playlist: Cry

  1. Guns n’ Roses: Don’t You Cry
  2. Prince: When Doves Cry
  3. Aerosmith: Crying
  4. Live: When the Dolphins Cry
  5. Solomon Burke: Cry to Me
  6. Leslie Gore: Its My Party (I Cry if I Want To)
  7. Quinton Tarver: When Doves Cry (BSO Romeo+Juliet)
  8. Justin Timberlake: Cry me a River
  9. KD Lang & Roy Orbison: Crying
  10. Rebeka Del Rio: Llorando (BSO Mulholland Drive)
  11. Massive Attack: Teardrop
  12. Damien Rice: When Doves Cry
  13. Sinead O’Connor: Don’t Cry for Me Argentina
  14. Silence 4: Cry

Hallelujah

Hallelujah é a canção referência para melhor lembrar Leonard Cohen, que nos deixa neste ano horribilis. A palavra hebraica significa louvar a Deus e ninguém deste Mundo canta a canção de Leonard Cohen como Jeff Buckley e ambos partiram. Gosto de imaginar que estão juntos numa dimensão divina com Cohen a escrever e  Buckley a cantar e nós estamos a perder algo extraordinário aqui na Terra.

Nunca escondi o facto de não ser fã da voz de Cohen e preferir as suas canções na voz de outros cantores. Leonard Cohen é antes de mais um compositor – um poeta e não faltam interpretes que relembrem as palavras tristes, apaixonadas, sexy. Escolhi 5 delas na miríade de tantas canções escritas pelo compositor canadiano.

Damien Rice, amiúde confessa o seu amor pelas canções de Leonard Cohen e faz uma bonita rendição de um dos seus temas: “Famous Blue Raincoat”, na playlist que segue, acrescentei uma outra na bonita voz de Tori Amos.

Playlist: Cohen Covers

  1. Jeff Buckley: Hallelujah
  2. Kate Gibson: Dance me til the End of Love
  3. The Neville Brothers: Bird on the Wire
  4. Tori Amos: Famous Blue Raincoat
  5. Rufus Wainright: Chelsea Hotel nº2

 

Música de Susto para o Dia das Bruxas

Feriado importado dos países anglo-saxónicos, o Dia das Bruxas em Portugal veio para ficar. No nosso país não é um feriado de descanso, mas ainda assim, desculpa para festas temáticas de arromba e oportunidade de usar máscaras de susto para condizer com o dia em que as Bruxas andam por aí. Se procuram música inspirada neste tema para vos colocar na disposição halloweenesca, estão no sítio certo. Nos próximos dias, o Mixtape é todo de susto e atacará em todas as frentes. Comecemos pela Música.

A seguinte playlist é da autoria do meu amigo Tim, norte-americano de nacionalidade que leva muito a sério este feriado e faz questão de trazer o Halloween até à minha casa. Pacotes de guloseimas halloweenescas chegam à caixa de correio, dispensado-me de andar de casa em casa a apregoar “TRICK or TREAT!” Fica para a História, o ano em que o aventuroso Tim enviou uma verdadeira abóbora esculpida via correio internacional e a dita se perdeu algures, chegando à minha casa 2 semanas depois – mais bolor em forma de abóbora. A foto que introduz este mixtape também é da sua autoria e podem espreitar o seu projecto fotográfico.

Eis a banda sonora de susto que vos colocará na perfeita disposição para o Dia das Bruxas. Deixem-se assustar.

Playlist: Halloween

  1. Halloween theme (BSO)
  2. Nightmare Before Christmas (BSO): This is Halloween
  3. Souxie and the Banshees Halloween
  4. Friday the 13th (BSO)
  5. Drop Kick Murphys – Halloween
  6. Twilight Zone theme
  7. The Golden Records Orchestra: Halloween Dance
  8. Bobby Boris Pickett: Monster Mash
  9. Beetlejuice theme (BSO)
  10. The Shining (main theme)
  11.  The Blair Witch Project theme (BSO)