Amor em 3 Actos: 3º Acto

Nem todas as relações atingem o 3º acto e quando atingem nunca é indolor. Boy Breaks Up With Girl. Se tudo na vida tem um princípio e um fim, seria fácil pensar que Amor não é diferente. Porém, algo tão abstracto, complexo e universal como o Amor é infindável, mas não uma relação. A letra R do 3º acto do Amor corresponde ao ROMPIMENTO.

Traição, negligência, falta de atenção, incompreensão, ciúme, falta de química e incompatibilidade são algumas das razões para o fim de uma relação e uma montanha russa de sentimentos trespassam o íntimo. Se há mil e quinhentas canções elevadas à décima sobre o enamoramento, muitas mais há sobre o final deste. Talvez por isso esta é seja a maior colectânea. Canções que destilam angústia, frustação, raiva, saudade, tristeza, vingança, piedade, desilusão e no final… a esperança de um recomeço.

Playlist: Love Act III

  1. Alanis Morissette: You Oughta Know
  2. No Doubt: Ex-Girlfriend
  3. The All American Rejects: Gives You Hell
  4. Descendents: Hope
  5. Pulp: Like a Friend
  6. Miley Cyrus: Wrecking Ball
  7. Alanis Morissette: Are You Still Mad
  8. Evanescence: My Immortal
  9. No Doubt: Don’t Speak
  10. Damien Rice: Elephant
  11.  David Fonseca: Do you Really Believe That Love Will Keep You From Getting Hurt
  12. Pedro Abrunhosa: Será
  13. Ornatos Violeta: Ouvi Dizer
  14. James Blunt: Good Bye My Lover
  15. Adele: Someone Like You
  16. Amy Winehouse: Back To Black
  17. U2: So Cruel
  18. Sinéad O’Connor: This is the Last Day of Our Acquaintance
  19. Pink: Try
  20. The Cranberries: No Need to Argue
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Amor em 3 Actos: 2º Acto

Chegamos à 2ª fase da relação a dois. Boy Wants Girl. A letra R que lhe corresponde é RAMBÓIA. Penso que a palavra dispensa apresentação, porém digamos que esta é a parte do cancioneiro do Amor em que os ritmos são mais lânguidos. Ora calmos e insinuantes, ora propícios para a dança do varão ou outras brincadeiras tais que desperte o desejo. Nesta playlist não haverá o que a minha amiga Maggie chama de: “Música para fazer bebés”. Não. Com estas guitarras e ritmos voluptuosos, a palavra de ordem é mesmo Rambóia.

Playlist: Love Act II

  1. PJ Harvey: This is Love
  2. Nelly Furtado: Maneater
  3. Ashlee Simpson: La La
  4. Kings Of Leon: Sex on Fire
  5. Queens of the Stone Age: Little Sister
  6. Muse: Supermassive Black Hole
  7. U2: Desire
  8. The White Stripes: I Just Don’t Know What To Do With Myself
  9. Sia: Fire Meets Gasoline
  10. George Michael: Father Figure
  11. The Pussycat Doll: Buttons
  12. Prince: Get Off
  13. Michael Jackson: Give in to Me
  14. Massive Attack: Angel
  15. Death in Vegas: Dirge
  16. Madonna: Erotica
  17. Carlão: Hardcore

Amor em 3 Actos: 1º Acto

Rapaz conhece rapariga e apaixona-se. Eis o primeiro Acto do Amor. Pode ser à primeira vista, ou à quinta, mas os sintomas são os mesmos: pupilas dilatadas, coração acelerado, borboletas no estômago, vontade incontrolável de sorrir. Nem sempre é mútuo, mas isso não impedirá o apaixonado de incríveis actos de insana parvoíce para chamar a atenção ao facto de estar apaixonado.

Mil e quinhentas canções elevadas à décima versam sobre o acto de estar apaixonado, mas escolhi estas . Na primeira letra R. do Amor – RELACIONAMENTO, deixem-se apaixonar.

Playlist: Love act I

  1. Jewel: Near You Always
  2. Damien Rice: The Blower’s Daughter
  3. Brandi Carlisle: The Story
  4. Elvis Costello: She
  5. Marisa Monte: Amor I Love You
  6. Oioai: Sushibaby
  7. Clã: Lado Esquerdo
  8. Muse: Starlight
  9. David Fonseca: Our Hearts Will Beat as One
  10. The White Stripes: Fell in Love with a Girl
  11. Kings of Leon: Use Somebody
  12. Glasvegas: Geraldine
  13. Beyoncé: Crazy in Love
  14. Christina Aguilera: Ain’t No Other Man
  15. U2: Everlasting Love
  16. Bruce Springsteen: Secret Garden
  17. Michael Jackson: Liberian Girl

Amor em 3 Actos: Prólogo

Em semana de Dia dos Namorados, nasce uma colectânea que serve para os apaixonados que acreditam no Amor e os cínicos que não acreditam. O Amor em 3 Actos é o título da colectânea que se divide em 3 fases do Enamoramento – os três Rs (RELACIONAMENTO – RAMBÓIA – ROMPIMENTO). Inspirada no filme 500 Days of Summer que  relata o relacionamento entre Tom e Summer em três fases, esta é a história de “rapaz conhece rapariga”, mas atentem ao aviso da voz off: “Esta não é uma história de Amor”. Inexplicavelmente, o filme não estreou em Portugal, mas agradeço aos céus pela distribuidora aceitar visiona-lo para os jornalistas no ido ano de 2009. 

PRÓLOGO

Imaginado o Amor como uma encenação teatral, o prólogo é onde as personagens e o tema são apresentados. Porém, algo tão abstracto como o Amor, como se explica? Um sentimento? Um estado de graça? A némesis do Ódio? Para tudo aquilo que não conseguimos expressar, os poetas fazem-no melhor que os comuns mortais. O que são os compositores de canções senão poetas musicais. Cinco canções explicam o que é o Amor, uma vai mais longe e explica a sua origem. Se ouvirem com atenção, Hedwig explica como Zeus, furioso com a rebeldia dos seres andróginos,unidos como um só, os separou com um raio. Sem a sua metade, cada um busca o outro para se sentir completo de novo. Se o meu professor de Filosofia explicasse o discurso de Aristófenes na obra de Platão: “O Banquete” desta maneira, talvez estivesse mais concentrada nos seus ensinamentos.

Playlist: Love Act Prologue

  1. Hedwig and the Angry Inch: Origin of Love
  2. The Verve: Love is Noise
  3. Gabrielle Aplin: The Power of Love
  4. U2: Love is Blindness
  5. Bette Midler: The Rose

 

Banda Sonora para Dia das Bruxas (a sequela)

Chega aquele dia, importado que parece que veio para ficar em Portugal – pelo menos no aspecto da máscara, decoração do espaço e, definitivamente doces. O Halloween, em português traduz-se por Dia das Bruxas, a véspera do feriado nacional Dia de Todos os Santos.

Mas vamos ao que interessa:

Que canções passar naquela festa que estamos a organizar lá em casa ou no escritório?

O Mixtape está aqui para ajudar os menos versados em música de susto. Esta é a segunda playlist sob a temática Halloween, podem espreitar  a primeira aqui. Para a sequela, estão presentes os clássicos – não podia faltar Thriller de Michael Jackson e o tema principal de Ghostbusters, os grandes hinos sobrenaturais dos anos 80, acordes pop e rock, mas também aquelas canções que arrepiam a pele. Para acalmar os ânimos e propocionar o momento slow da festa, a voz doce de Annie Lennox a embalar um vampiro.

Divirtam-se e usufruam mais  Doces e menos Travessuras

Foto: ©Rute Gonçalves

Playlist Halloween 2

  • Michael Jackson: Thriller
  • Rockwell: Somebody is Watching me
  • Prince: Batdance (BSO)
  • Ray Parker Jr.: Ghostbusters (BSO)
  • AC/DC: Highway to Hell
  • Alice Cooper: Feed my Frankenstein
  • Rolling Stones: Simpathy for the Devil
  • Rocky Horror Picture Show: Time Warp
  • Screamin’ Jack Hawkings: I Put a Spell on You
  • Julee Cruise: Into the Night
  • Annie Lennox: Song for a Vampire (Bram Stoker’s Dracula BSO)
  • Mark Snow: X Files Theme

Jukebox Oscar

A poucos dias da cerimónia dos Óscares, o Mixtape faz uma viagem musical percorrendo, cronologicamente, as canções vencedoras do Óscar para melhor Canção Original. Tudo começou há muito tempo atrás, não numa galáxia distante, mas no mítico Hotel Biltmore em Los Angeles. A categoria de Melhor Canção original foi introduzida na 7ª edição dos Óscares no ano de 1935 e premeia os compositores e letristas da canção incluída no filme.

Para ser elegível, uma canção tem de ser composta originalmente para um filme, o que descarta canções que usam samples, versões e mash ups e explica a razão porque Moulin Rouge não teve nenhuma canção nomeada no ano que que concorreu. Também não pode ter sido lançada antes do ano em que o filme concorre e essa regra quase deixou de fora a canção vencedora de um Óscar em 2008 pelo filme Once. “Falling Slowly”, havia sido apresentada ao vivo pela banda de Glen Hansard, The Swell Season. Também por essa razão nenhuma das canções de musicais podem ser nomeadas e isso explica a introdução de uma canção original na adaptação para Cinema. “You Must Love me”, por exemplo, venceu Melhor Canção por Evita em 1996, e não fazia parte do musical de Andrew Lloyd Webber.

Em 1944 chegaram a ser 14 as canções nomeadas, em três anos, foram apenas 3, mas os estatutos permitem 5 canções nomeadas. Em quatro anos diferentes, o mesmo filme teve 3 canções nomeadas. Os Estúdios Disney detêm o monopólio de tripla nomeação e o início da década de 90 marca esse reinado, porém, no ano de 2008, foi instituída a regra de apenas 2 canções nomeadas por filme.

No meio das piadas dos anfitriões, discursos dos vencedores e apresentações de clips de filmes, a categoria de Melhor Canção é a perfeita desculpa para um número musical memorável, embora nem sempre tenha sido esse o caso. Não esquecer o infame número de Lord of the Dance. Os números musicais já foram prolongados, cortados, ignorados, colocados a um cantinho do televisor, mas aqui no Mixtape recebem honras. Eis alguns exemplos ao longo de sete décadas.

Mixtape Jukebox Oscar

1939 “Over the Rainbow” – The Wizard of Oz  Harold Arlen e E. Y. Harburg
1956  “Whatever Will Be, Will Be (Qué Será, Será)” – The Man Who Knew Too Much Jay Livingston e Ray Evans
1961 “Moon River” – Breakfast at Tiffany’s  Henry Mancini e Johnny Mercer
1969  “Raindrops Keep Fallin’ on My Head” – Butch Cassidy and the Sundance Kid  Burt Bacharach e Hal David
1971  “Theme from Shaft” – Shaft  Isaac Hayes
1973  “The Way We Were” – The Way We Were  Marvin Hamlisch, Alan Bergman e Marilyn Bergman
1980  “Fame” – Fame  Michael Gore, Dean Pitchford
1982 “Up Where We Belong” – An Officer and a Gentleman Jack Nitzsche , Buffy Sainte-Marie e Will Jennings
1983 “Flashdance… What a Feeling” – Flashdance Giorgio Moroder , Keith Forsey e Irene Cara
1986  “Take My Breath Away” – Top Gun Giorgio Moroder e Tom Whitlock
1987  “(I’ve Had) The Time of My Life” – Dirty Dancing Franke Previte, John DeNicola e Donald Markowitz
1988 “Let the River Run” – Working Girl Carly Simon
1991 “Beauty and the Beast” – Beauty and the Beast  Alan Menken e Howard Ashman
1992 “A Whole New World” – Aladdin Alan Menken e Tim Rice
1993  “Streets of Philadelphia” – Philadelphia Bruce Springsteen
1997 “My Heart Will Go On” – Titanic James Horner e  Will Jennings
2002  “Lose Yourself” – 8 Mile Eminem, Jeff Bass e Luis Resto
2007 “Falling Slowly” – Once  Glen Hansard e Markéta Irglová
2008 “Jai Ho” – Slumdog Millionaire A. R. Rahman e Gulzar

Mulher canta Mulher

Dia 8 de Março, comemora-se o Dia Internacional da Mulher e aqui no nosso cantinho vamos celebrá-lo com música feita por elas. Canções de Mulheres influentes e influenciadoras no mundo da música ao longo dos tempos.

Mulheres que cantam sobre ser mulher, sobre o que querem, o que sentem, o que desejam, como se apaixonam. Cantam sobre a condição da mulher em particular, o abuso, a discriminação, o desrespeito. Mulheres que cantam sobre o respeito que merecem e que ainda não é partilhado por todas as nações, de outro modo não haveria necessidade para comemorar este dia que marca a luta pelos seus direitos e o seu lugar no mundo.

Playlist:Mulher

  1.  Nina Simone: Four Women
  2. Aretha Franklyn: Respect
  3. Leslie Gore: You Don’t Owe Me
  4. Helen Reddy: I Am Woman
  5. Chaka Khan: I’m Every Woman
  6. Cindy Lauper: Girls just Wanna Have Fun
  7. Eurythmics: Sisters Are Doing it for Themselves
  8. Janet Jackson: Nasty
  9. Tori Amos: Cornflake Girl
  10. No Doubt: I’m Just a Girl
  11. Clã: Lado Esquerdo
  12.  Alicia Keys: Girl On Fire
  13. Beyoncé: If I were a Boy
  14.  Simone: Desfolhada
  15. Patti Smith: Gloria
  16. Neneh Cherry: Woman
  17. Elis Regina: Maria Maria