Eu, Cameo

Para aqueles que não são versados na gíria cinematográfica, explico que um cameo diz respeito a uma pequena participação surpresa de um protagonista das artes num programa de tv, filme ou vídeo musical. A linha que separa a participação cameo de uma participação especial é ténue, mas diferenciada pela inclusão do nome do artista nos créditos iniciais (de outro modo estragaria a surpresa, não é verdade?). Que comece o compêndio de cameos.

Alguns cameos são presenças sem falas, outros têm diálogo ou uma frase. Alguns representam-se a si próprios numa realidade alternativa, outros surgem como personagens que desempenharam em filmes ou séries de tv que de algum modo estão ligados ao contexto. Não há limites nem regras, é um pouco vale tudo, desde que contenha o elemento surpresa e o efeito cómico também. Alfred Hitchcock foi um dos primeiros cineastas a explorar esta coisa do cameo, surgindo amiúde nos seus filmes.
Bruce Willis
“Mad About You” (TV)

No episódio em que Jamie dá entrada no hospital para ter o bebé, Paul embarca numa odisseia para trazer a aliança da esposa que ficou esquecida no apartamento. Ao regressar depara-se com um aparatoso dispositivo de segurança devido à hospitalização de Bruce Willis depois de um acidente na filmagem do seu último filme: “Die Already”. Uma clara graçola à franchise, com a conivência de Willis (na altura a filmar “Doze Macacos”), absolutamente hilariante, satirizando o seu personagem do durão desbocado John Maclaine.

Anos mais tarde, Willis participa, como ele próprio, em “Ocean’s 13“, confrontando-se com a personagem Tessa, protagonizada por Julia Roberts, fazendo-se passar por…. Julia Roberts! Sim, é confuso, mas bem explicadinho soa assim: Julia Roberts interpreta a personagem de Tessa que, levando a cabo, um esquema, faz-se passar pela actriz Julia Roberts.

Pearl Jam
“Singles”

A carta de Amor de Cameron Crowe à cidade de Seattle resulta numa extraordinária banda sonora que, não só reflecte a década de noventa, como inclui participações dos músicos que definiram a cena musical de Seattle. A mais curiosa, os três elementos dos Pearl Jam, aqui como companheiros da banda de Cliff (Matt Dillon), os Citizien Dick. Outros cameos incluem, o próprio realizador, Chris Cornell dos Soundgarden e Tim Burton.

Bruce Springsteen
“High Fidelity”

Quando Rob Gordon (Cusack) deambula sobre a possibilidade de falar com todas as suas ex-namoradas para perceber o que falha nas suas relações, remete para uma canção de Bruce Springsteen. Qual não é o nosso espanto quando o Boss, ele próprio, improvisa pérolas de sabedoria dedilhando a sua guitarra.

Alice Cooper
“Wayne’s World”

Quando se fala em Alice Cooper, imaginamos algo decadente, macabro, obscuro e até sanguinário. Quando Wayne e Garth, de acreditação Livre Acesso em riste, entram no camarim de Cooper, não estão preparados para a presença serena e algo didáctica de tão visualmente assustador performer. E nós também não, daí a piada. A realizadora Penelope Spheeris confessou que, inicialmente pensou, em Ozzy Osbourne para o papel, mas este rejeitou. O futuro ditaria que o público veria igualmente Ozzy num ângulo bem diferente daquele que estamos habituados.

Steven Spielberg, Tom Cruise, Gwyneth Paltrow, Britney Spears, Kevin Spacey, Danny DeVito
“Austin Powers – Golden Member”

A predilecção das aventuras do espião Austin Powers, está na justificação para a incrível parada de artistas que brindam os créditos iniciais do terceiro filme da saga Austin Powers. Primeiro um spoof do spoof que são as aventuras do espião de Sua Majestade preso da década errada. De seguida de um making of com direito a ver os seios de Britney Spears a disparar rajadas de munição.

Harrison Ford
“E.T – Extra – Terrestrial”

Aqui está um cameo muito bem disfarçado, são poucos os que reconhecem a figura e voz de Harrison Ford como o professor de Elliot na sequência da dissecação dos sapos. Ford aparecia noutra cena, que acabou por ser cortada, mas pode ser vista no DVD.

Cher
“Will & Grace” (TV)

Esta série teve inúmeras e frutíferas participações especiais, ou os actores protagonizavam personagens ou interpretam si mesmas. Este cameo de Cher é inesperado e não seria o único na série. Engraçado como Jack, fã número um de Cher, a ignora por completo, tomando-a por um travesti muito bem disfarçado.

Matt Damon Ben Affleck Gus Van Sant
“Jay & Silent Bob”

O filme é mau e talvez Matt Damon e Ben Affleck o soubessem mas, como o primeiro diz no filme “quem manda dever favores a amigos?!”. Este é o melhor momento do filme. A cena diz respeito à filmagem de uma suposta sequela de “Good Will Hunting”, dirigida (ou não) por Gus Van Sant.

Robert Patrick
“Wayne’s World”


Um bom exemplo de cameo, com Robert Patrick a bisar a arrepiante personagem de T1000 em Terminator – Judgment Day que ainda estava fresquinha na memória dos espectadores aquando a estreia de Wayne’s World em 1992.

Brad Pitt & Matt Damon
“Confessions of a Dangerous Mind”

O poder de influência de George Clooney, não só consegue contratar Julia Roberts por uma nota de 20 dólares, como “pesca” estes dois belos cromos, na realização do seu primeiro filme.

Michael Jackson
Men in Black

Michael Jackson, um alien a requisitar um lugar como agente MIB. Realidade ou ficção?! Apenas um cameo muito bem pensado.

Keith Richards
“Pirates of the Caribbean – At World’s End”

Quando Johnny Deep confessou ter baseado o seu personagem de Jack Sparrow no legendário guitarrista dos Rolling Stones, Keith Richards, estava longe de imaginar que ele aceitaria interpretar o seu pai no terceiro filme da saga Piratas das Caraíbas. Quanto ao espectador, foi uma surpresa já anunciada, mas talvez a surpresa maior foi saber que Richards partiu a cabeça ao cair de um coqueiro quando estava no local da filmagem. Há pessoas que mais parecem personagens de filme e Keith Richards é uma dessas pessoas.

Marshall McLuhan
“Annie Hall”

O que faz um estudioso da comunicação num filme de Woody Allen? Ajuda a provar um ponto de vista. Parafraseando Woody Allen ” Se ao menos a vida real fosse assim…”

Michael Jackson: Liberian Girl (Video clip)

O obsceno número de cameos no videoclip de um dos singles do álbum Bad, não só impede a menção a todos os artistas (cantores, actores, realizadores, produtores) nele incluídos, como me atrevo a caracterizar este clip como um enorme cameo em forma de vídeclip.

Os realizadores, volta e meia, gostam de meter uma perninha na interpretação, ou por piada ou por falta de casting. Peter Jackson é daqueles que raramente falha um cameo.

Também Martin Scorcese

Advertisements

Soul Covers

O tempo continua cinzento e o Mixtape prolonga o período introspectivo. A frase que serve de mote para uma compilação que reúne versões de temas que ganham alma na voz de outros intérpretes, foi proferida numa cerimónia dos prémios Grammy em 1990. A apresentadora, introduziu o tema da actuação de Sinéad O’Connor da seguinte maneira “Prince, escreveu a canção, Sinéad deu-lhe alma…” A canção em questão, “Nothing Compares to You”, foi o single de catapultou Sinéad para a fama. Todos conhecem a canção na voz da cantora irlandesa, mas poucos sabem que a canção foi escrita e cantada por Prince. 

 Há muitas outras canções que se destacam na voz de outros intérpretes. Eis algumas das minhas favoritas.

“Nothing Compares to You”, Sinead O’Connor
(original: Prince)

Sinéad canta o tema como se vivesse dentro de si durante anos, a sua cândida voz expressa um sofrimento muito seu, apesar do tema não ser da sua autoria. A maioria assume que ela canta a saudade de um amor que acabou, mas segundo a própria, ela canta pensando na mãe que durante anos lhe infligiu sofrimento e só após a sua morte conseguiu sentir compaixão por ela. A lágrima solitária que cai sobre o seu rosto no vídeo, não é algo encenado e o sofrimento que destila da sua voz, também não…

“Halleluiah”, Jeff Buckley
(original: Leonard Cohen)

Para mim, a voz é muito importante e é, muitas vezes, o factor decisivo para gostar ou não de uma canção. Leonard Cohen é um compositor prendado, não o posso negar, mas a sua voz é como o som de unhas deslizando em quadro negro – insuportável. As suas canções na voz de outros intérpretes ganham uma nova dimensão e colocam o foco de atenção nas palavras que compôs. Halleluiah, na voz de Jeff Buckley ganha uma dimensão etérea. Um sigelo som de guitarra eléctrica complementa os versos suspirados em voz angelical. Buckley faz deste tema uma quase experiência religiosa que deixa qualquer ateu rendido.O meu adorado Damien Rice também canta este tema, mas,nem ele, nem nenhum outro chega aos pés de Jeff Buckley.

“Dance me til the End of Love”, Kate Gibson
(original: Leonard Cohen)

E para não me baterem, quando digo que a voz de Leonard Cohen é-me insuportável, reforço a minha convicção que as palavras de Cohen, na voz de outros cantores ganham uma nova vida, com outro exemplo. Este tema insere-se na banda sonora do filme “Estranhos Prazeres” e não se afasta muito do registo musical do original, porém na voz de Kate Gibson revela-se uma experiência muito diferente.

“Help”, Silence 4
(original:Beatles)

Os Silence4 chamaram a atenção até si com uma versão muito bem conseguida de um tema dos Erasure: “A Little Respect”. Esta não foi a única versão que fizeram ao longo da curta carreira, mas a mais controversa foi uma versão de um tema dos imortais Beatles. A razão da controvérsia foi a distância abismal da música original, mas é precisamente isso que me faz amar o tema. Enquanto, os Beatles e outros intérpretes mantiveram a sonoridade jovial e alegre (como descrevendo um adolescente ás aranhas com a puberdade), os acordes de Rui Costa e a voz de David Fonseca em sintonia com a de Sofia Lisboa, deram ao tema o tom angustiante que merecia.

“Just Don’t Know What to do With Myself”, White Stripes
(original Dionne Warwick)

Outro exemplo de diferença abismal entre o original e a versão. Os Whites Stripes não só adoptam um som lânguido e sensual ao tema R&B de Dione Warwick, como proporcionam um videoclip espectacular realizado pela Sofia Copolla (sim, ela mesma!)que incute em mim uma irresistível vontade de me matricular num curso de pole dancing (a sério…).

“Hurt”, Johnny Cash
(original: Nine Inch Nails)

></iframe>

Este tema teve a sua quota parte de versões, confesso que todas elas me passaram ao lado, até ouvir a versão tocada e interpretada por Johnny Cash. A pouco tempo de morrer, gravou o vídeo mostrando um muito envelhecido Cash. Carrega nos ombros o peso desta canção como se saísse do seu interior, uma reminiscência dos anos de dor emocional causada pela perda do seu irmão e os muito excessos a que sacumbiu. Esta é a sua canção de redempção e é impossível não se deixar levar pela emoção ao vê-lo cantar:“If I could start again, A million miles away, I would keep myself, I would find a way”

“Lhorando”, Rebeka Del Rio
(original: Roy Orbison)

Tanto o original de Roy Orbison, como a versão em companhia de KD Lang são boas, mas esta, cantada em espanhol na portentosa e triste voz de Rebeka corta-me a respiração,(ainda mais fazendo parte de uma cena chave do filme de Lynch “Mulholand Drive”). Em capella, a voz da mexicana Del Rio é forte o suficiente para sentirmos a dor da uma separação retratada na canção.

“Stronger”, 30 Seconds to Mars
(original: Kayne West)


Confesso que demorei um pouco a perceber o vestígio do original de Kayne West. A letra ganha maior relevância com este sedutor arranjo musical. A voz doce sussurrante de Jared Leto imprime uma dimensão emocional mais forte que o dançante original. A batida da bateria no refrão lembra um bater de coração desassossegado. Brilhante!

“Conta-me Histórias”, Clã
(original: Xutos e Pontapés)

Eis um arranjo que não se afasta muito do original dos Xutos e Pontapés, mas é tocado em ritmo mais lento, lânguido, sensual e abençoado com a belíssima voz de Manela Azevedo. Uma bonita história de amor que brilha mais em voz feminina.

“Girl, You’ll Be a Woman Soon”, Urge Overkill
(original: Neil Diamond)

Em comum, o original e a versão apenas têm a letra. O arranjo musical dos Urge Overkill faz de uma canção pimba made in USA, um deleite para os ouvidos. Som voluptuoso das guitarras e voz rouca e sensual do vocalista relegam o original de Neil Diamond para o total esquecimento. A imagem de Uma Thurman a dançar os som deste tema, imortalizaram a canção no consciente colectivo.

“Last Kiss”, Pearl Jam
(original: J. Frank Wilson and the Cavaliers)

Das muitas versões que os Pearl Jam fizeram ao longo de duas décadas, esta é a minha favorita e relançou a banda de Seattle para os tops, embora nunca tívessem saído da lista de preferência da extensa comunidade de fãs. Este tema, ao vivo, é grandioso, sentido no meio de uma multidão que canta em uníssono estes versos. No concerto do Restelo em 2000, um problema com a bateria deu origem a uma inesquecível introdução acapella protagonizada por Eddie Vedder e o público.

“Running up that Hill”, Placebo
(Original: Kate Bush)

A extensa lista de covers feitas pelos Placebo já proporciou um cd compilando as melhores. É difícil escolher uma favorita, mas tendo em conta o tema, escolho esta. O arranjo musical do original de Kate Bush imprime uma paixão em intensidade orgásmica que é ampliada quando tocada ao vivo. A voz de Brian Molko é particular e fora do comum, mas para mim extasiante.

I don’t Like Mondays: Tori Amos
(original The Boomtown Rats)

Na voz e mãos de Tori Amos, esta canção transfigura-se completamente e ganha uma nova vida como uma canção de embalar. Um cunho muito pessoal que só a doçura da voz de Tori e o sibilar do seu piano consegue fazer.

Mad World: Gary Jules
(original: Tears for Fears)

A versão de Gary Jules, imprime uma melancolia e tristeza que nos transmite a verdadeira dimensão dos versos originais da banda dos anos 80 Tears for Fears. A maneira como canta: “I find it kind of funny, find it kind of sad. The dreams in which I’m dying are the best I ever had” encaixa-se na perfeição no ambiente do filme surpresa “Donnie Darko”, do qual faz parte. Aqui, um video feito com imagens do filme.

Song to the Siren: This Mortal Coil
(original: Tim Buckley)


O vídeoclip pode ser foleiro, mas a versão feita por This Mortail Coil, suplanta o original de Tim Buckley. Esta canção já conheceu inúmeras versões, mas a voz de Elizabeth Fraser parece a de uma ninfa que encanta os navegadores em odisseia pelo mar, ou ferverosos amantes de música.

Playlist: «Soul Covers»

  1. “Nothing Compares to You”: Sinéad O’Connor
  2. “Halleluiah: Jeff Buckley
  3. “Dance Me til the End of Love”: Kate Gibson
  4. “Help”: Silence 4
  5. “Just Don’t Know What to do With Myself”: White Stripes
  6. “Hurt”: Johnny Cash
  7. “Lhorando”: Rebeka Del Rio
  8. “Stronger”: 30 Seconds to Mars
  9. “Conta-me Histórias”: Clã
  10. “Girl, You’ll Be a Woman Soon”: Urge Overkill
  11. “Last Kiss”: Pearl Jam
  12. “Running up that Hill”: Placebo
  13. “I Don’t Like Mondays” : Tori Amos
  14. “Mad World” : Gary Jules
  15. “Song to the Siren”: This Mortal Coil

Banda Sonora para a Chuva

De volta às playlists – a previsão meteorológica assim o pede. Hoje chovem potes, gatos, cães e até hipopótamos. Esqueletos de chapéus de chuva (com a promessa de resistência em todas as condições climatéricas) jazem no chão, roupas deixadas por pessoas (muito) distraídas voam por aí à procura do varal dos seus donos. Se estão no trabalho, aproveitem os momentos de conforto ao saber que a chuva e o som maltrata os vidros e telhas do edifício. Usufruam da Banda Sonora da Chuva que o Mixtape dispõem e deixem-se embalar pela chuva.

Tristes, alegres, nostálgicas, pop, rock funcional, tudo vale quando o dia assemelha-se a um furacão em potência. Chove a potes lá fora, concedam-se uns minutos Zen para enfrentar a hora de ponta infernal que virá quando saírem do trabalho. Se estão em casa, sigam o mesmo conselho enquanto estão ao computador ou fazer tarefas domésticas.

Playlist: Rain

  1. David Fonseca: Haunted Home
  2. Guster:Rainy Day
  3. Guns n’ Roses: November Rain
  4. Jane Sibbery: Can’t Rain all the Time (BSO “O Corvo”)
  5. Madonna: Rain
  6. Billie Myers: Kiss the Rain
  7. Pearl Jam: Wash
  8. Amanda Marshall: Let it Rain
  9. R.E.M: I’ll Take the Rain
  10. Phil Collins: I Wish it Would Rain Down
  11. Travis: Why Does it Always Rain on Me?
  12. Manic Street Preachers: Raindrops Keep Falling on My Head
  13. Placebo: English Summer Rain
  14. Rihanna:Umbrella
  15. Garbage : I’m Only Happy When it Rains
  16. Gene Kelly: Singing in the Rain (BSO “Serenata á Chuva”)
  17. Barbra Streisand: Don’t Rain on my Parade 
  18. Geri Halliwell: It’s Raining Men

A Primeira Vez…

Ainda me lembro da minha primeira mixtape, dirigida a um rapaz por quem nutria  uma paixoneta avassaladora. Tal como aconteceu, na véspera de entregar a cassete, vi-o da minha janela  a beijar uma outra rapariga.

Eis alguns conselhos práticos para quem pensa introduzir o tema: “Hey sabes, gosto de ti!” através de uma compilação musical sob forma de cassete áudio (com direito a booklet  evidenciando os versos que embora de autoria alheia, têm tudo a ver com a nossa alma conturbada )

– Sondem primeiro o interesse amoroso. Apresentem-se, introduzindo um tópico de conversa divertido e amoroso como. “Olá, sou a Rute, esta disciplina de Filosofia é uma estopada, mas tenho saudades do meu prof. do 11º  que era um bacano a aprofundar estes assuntos abstractos”.

– Pouparão problemas futuros se souberem antecipadamente se o vosso interesse amoroso, está solteiro, descomprometido e não tem nenhuma  rapariga alta, loura e bem apetrechada na sua mente

– Não enviem a cassete anonimamente sob o risco do interesse amoroso pensar que aquele presente é da tal rapariga alta, loura e bem apetrechada na sua mente.

Como devem imaginar, a tal cassete nunca chegou a ser entregue e ainda a tenho disponível para a poder partilhar convosco. Ao ouvi-la, depressa perceberão a que década se refere, pelo uso e abuso das bandas que ainda guardo no coração: Pearl Jam e Soul Asylum. Algures na década de noventa, estes temas eram demasiado pessoais para partilhar com o Mundo. Passados todos estes anos, servem para acautelar incautos românticos e presentear os vossos ouvidos com uma viagem no tempo musical. Em que outro sítio encontrarão o tema “Seasons“ de Chris Cornell?!

(resposta: banda sonora do filme de Cameron Crowe “Singles – Vida de Solteiro”, ah…e aqui…Num browser perto de si.

Playlist: 1ª Mixtape

  1. Clã: Problema de Expressão
  2. Soul Asylum: Chains
  3. Pearl Jam: Angel 
  4. Chris Cornell: Seasons
  5. Bette Midler: The Rose
  6.  Xutos e Pontapés: Circo de Feras (acústico)
  7. Meredith Brooks: What Would Happen if we Kissed?
  8. Pearl Jam: Smile
  9. Soul Asylum: Sexual Healing
  10. Paul Westerberg: Waiting for Somebody