Chuac! :)*

Parece apropriado que a canção Kiss de Prince, abra as hostes para a playlist deste dia Mundial do Beijo. Felizes ósculações, com banda sonora para inspirar nesta doce efeméride.

Playlist: Chuac

  1. Cher: The Shoop Shoop song (BSO Mermaids)
  2. Faith Hill: This Kiss
  3. Katy Perry: I Kissed a Girl
  4. Red Hot Chilly Peppers: Suck my Kiss
  5. U2: Hold Me, Thrill Me, Kiss Me (BSO Batman Forever )
  6. Madonna: Justify my Love
  7. Seal: Kiss From a Rose (BSO Batman Forever )
  8. Des’ree: I’m Kissing You (BSO Romeo + Juliet)
  9. Marilyn Monroe: I Wanna be Loved by You (BSO Gentlemen Prefer Blondes)
  10. Dooley Wilson: As Time goes By (BSO Casablanca)
  11. Nat King Cole: Embraceable You
  12. David Fonseca: Kiss Me. Oh Kiss Me
  13. Samuel E. Wright: Kiss the Girl (BSO Little Mermaid )
  14. Herman José: Canção do Beijinho
  15. Elvis Presley: Kiss me Quick
  16. Cesária Évora: Besame Mucho (BSO Great Expectations )
  17. Marisa Monte: Beija Eu

 

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Banda Sonora para a Chuva

De volta às playlists – a previsão meteorológica assim o pede. Hoje chovem potes, gatos, cães e até hipopótamos. Esqueletos de chapéus de chuva (com a promessa de resistência em todas as condições climatéricas) jazem no chão, roupas deixadas por pessoas (muito) distraídas voam por aí à procura do varal dos seus donos. Se estão no trabalho, aproveitem os momentos de conforto ao saber que a chuva e o som maltrata os vidros e telhas do edifício. Usufruam da Banda Sonora da Chuva que o Mixtape dispõem e deixem-se embalar pela chuva.

Tristes, alegres, nostálgicas, pop, rock funcional, tudo vale quando o dia assemelha-se a um furacão em potência. Chove a potes lá fora, concedam-se uns minutos Zen para enfrentar a hora de ponta infernal que virá quando saírem do trabalho. Se estão em casa, sigam o mesmo conselho enquanto estão ao computador ou fazer tarefas domésticas.

Playlist: Rain

  1. David Fonseca: Haunted Home
  2. Guster:Rainy Day
  3. Guns n’ Roses: November Rain
  4. Jane Sibbery: Can’t Rain all the Time (BSO “O Corvo”)
  5. Madonna: Rain
  6. Billie Myers: Kiss the Rain
  7. Pearl Jam: Wash
  8. Amanda Marshall: Let it Rain
  9. R.E.M: I’ll Take the Rain
  10. Phil Collins: I Wish it Would Rain Down
  11. Travis: Why Does it Always Rain on Me?
  12. Manic Street Preachers: Raindrops Keep Falling on My Head
  13. Placebo: English Summer Rain
  14. Rihanna:Umbrella
  15. Garbage : I’m Only Happy When it Rains
  16. Gene Kelly: Singing in the Rain (BSO “Serenata á Chuva”)
  17. Barbra Streisand: Don’t Rain on my Parade 
  18. Geri Halliwell: It’s Raining Men

Inspiração vs Copianço

A linha que separa um conceito inspirado de um copiado é ténue, mas por vezes bem mais óbvia. Eis alguns exemplos em escrutínio e a devida sentença.

Caso 1 COPIANÇO MUSICAL.

Provas:
Oiçam com atenção a introdução com a guitarra. Para além do cantor ter ali um laivo de Bono versão escocesa, não acham os acordes de guitarra do início flagrante(mente) parecidos

Stiltskin “Inside”

com isto?

Smashing Pumpkins: “Today”

Veredicto: CULPADO! e antes que perguntem, a canção dos Smashing Pumpkins foi composta anteriormente ao único hit da banda Stiltskin. Não se esperava outra coisa do vocalista que rouba o estilo de Bono em início de carreira.

Caso 2: COPIANÇO DESCARADO
Este até me deixou de boca aberta…

Provas:
Anúncio “Dove go Fresh”

O mesmo tipo de montagem, mesmo estilo, mesmo uso intercalado de som gutural e música reflectindo o prazer. Tal e qual como surge na cena do magnífico “Requiem for a Dream” de Darren Aronofsky. Aqui, o prazer não advém de um creme duche…

Veredicto: CULPADO! (com direito a processo judicial, sem dúvida!)

Caso 3: COPIANÇO INOCENTE

Às vezes o copianço não é copianço. É coincidência.

Bloodhound and the Gang: “Fire Water Burn”

Experimentem cantar os primeiros versos: “The roof, the roof, the roof is on fire. We don’t need no water, let the mother fucker burn. Burn motherfucker, burn.” na introdução instrumental de:

Silence 4:”Borrow”

Deveras suspeito, não? O próprio autor da canção, David Fonseca, confessou serem os mesmos acordes, mas é mera coincidência. “Borrow” foi escrita quando David tinha 19 anos e dificilmente os Bloodhound and the Gang estariam na sua lista de preferências musicais.

Veredicto: INOCENTE

Caso 4: COPIANÇO NADA INOCENTE

Se anteriormente, David Fonseca é absolvido da acusação de “copianço”, no caso do recente vídeo da cover “Rocket Man”, não se livra tão facilmente de rótulo tão vergonhoso para quem cai nas boas graças da crítica. O ex frontman dos Silence 4, não clama que compôs o tema “Rocket Man” – nada disso -, porém é o realizador do vídeo que apresenta visualmente a canção ao mundo. Depois de verem com atenção o vídeo apregoado aos quatro ventos como “original”…

Provas:

David Fonseca: “Rocket Man”

Espreitem o video do sr. Mirwais (produtor do álbum “Music” de Madonna), feito há um par de anos atrás e tirem as vossas conclusões.

Veredicto: CULPADO. Conceito: artista a despir a “máscara” em sentido inverso igual.

Há artistas bem mais práticos afirmando a priori  que o seu trabalho tem fortes inspirações de artista x ou y. Ou pela estética, pelo som, pelo ambiente ou por ser algo de tal modo próximo do coração e do imaginário pessoal, inspiram o próprio trabalho. Talvez seja a honestidade que nos impede de lançar um “Je T’acuse!”, porém não é segredo para ninguém, já dizia o meu professor da cadeira de Criatividade: “Nada é original”.

Caso 5 HOMAGEM

Provas:
Dois singles da banda do actor Jared Leto, são homagens aos filmes que marcaram a sua vida. É o próprio que realiza os videoclips sob o pseudónimo Bartholomew Cubbins. (imaginação não lhe falta!).

30 Seconds To Mars: “The Kill”

A canção “The Kill” é uma evidente e declarada homagem ao filme de Stanley Kubrik: “The Shining” (e é igualmente assustador em algumas cenas). O single: “From Yesterday” é inspirado no filme de Bernardo Bertolucci: “The Last Emperor” e , igualmente, uma delícia visual e musical.

Também Paula Abdul inspirou-se no filme “Rebel Without a Cause” para o videoclip do Tema “Rush Rush”. Se Paula incarna o papel de Natalie Wood, imaginem lá quem foi convidado para representar o papel que marcou o efémero sucesso de James Dean?

Caso 6: INSPIRADO EM…

Provas:

Paula Abdul: “Rush Rush”

Veredicto: INOCENTE. Paula Abdul afirmou numa entrevista que nunca quis recriar o estilo dos actores do filme original, mas antes revelar a sua essência. Este video marcou o meu super crush pelo Keanu Reeves portanto, abençoada Paula Abdul.

Caso 7: PISCAR O OLHO

Provas

É uma expressão muito usada em cinema, quando um filme apresenta evidentes menções a outros filmes. Imagens icónicas para sempre imortalizadas no celulóide são, volta e meia recriadas, noutros projectos audiovisuais. No caso deste videoclip, Madonna recria Marilyn Monroe na célebre cena de “Gentlemen Prefer Blondes”

Madonna: “Material Girl”

Veredicto: INOCENTE. O material original pode ser recriado de mil e uma maneiras criativas que não passam pelo copianço. O tema que Marilyn canta no filme: “Diamonds are a Girls Best Friends” foi a inspiração para a cena de trapézio no filme Moulin Rouge, interpretada por Nicole Kidman. Aliás, todo o filme é um novelo criativo.

Caso 8: INSPIRAÇÃO DOS INSPIRADOS

Provas:

Michael Jackson: Trilller

O mais influente videoclip de todos os tempos, estreado na então inaugurada MTV,, não escapa a um copiançozito. Em abono da verdade, não é copianço. A cena inicial, quando Michael confessa “I’m not like any other guys, I’m different” é inspirada no filme “I was a Teenager Werewolf” com o saudoso Michael Landon.

Caso 9: INSPIRAÇÃO SUBLIMINAR

Provas:

Justin Timberlake: “I’m loving it”

O video de Justin Timberlake lembra bastante um outro de 1987 apresentando a canção de Michael Jackson “The way you make me feel”. Neste vídeo, também o cantor segue insistemente uma rapariga que curiosamente também usa o mesmo tipo de roupa daquele que se vê do video de Justin Timberlake. A geração que cresceu com ele pode nem perceber as parecenças, mas quem está na casa dos 30 e lembra bem os sucessos videográficos de Michael Jackson, percebe logo.

Veredicto: INOCENTE. Não é segredo que os jovens músicos são inspirados pelo estilo dos seus ídolos de infância.

Caso 10: PLÁGIO

Provas:

Lembram-se há uns anos atrás quando o actor Diogo Morgano escreveu e interpretou a peça “(O)PRESSÃO”, tal e qual, quase tradução do filme “Breakfast Club” de John Hughes. A barraca foi tal que a dita peça foi suspensa. Eu assisti à estreia e no fim olhei para a minha amiga que estava ao meu lado e disse:

“Isto é igual ao Breakfast Club! Será que ninguém reparou ou está algures escrito no programa que a peça é inspirada no filme?!?!”

O blog Ceú sobre Berlim relembra este caso. Leiam com atenção a entrevista que Diogo Morgado cedeu à Revista Focus.

Veredicto: CULPADO elevado à 10ª e ingénuo. Curioso como o Diogo Morgado conseguiu escapar incólume a este acto vergonhoso, parece que o rapazinho foi perdoado quando interpretou o vingador “Alexandre Dumas” em Vingança. Ao menos a novela mencionava que é uma adaptação de uma novela sul americana. Nada como fazer as coisas às claras, não?