O Elevador

Mais que um dispositivo de transporte que se move verticalmente, o elevador é, no cinema (ou tv), um lugar privilegiado de acção narrativa. Do drama à comédia, há sempre algo interessante a decorrer dentro de um espaço fechado de 1m2 por 1m2. O Mixtape carrega no botão para chamar o elevador e mostra os momentos mais engraçados.

O meu pai conta a história que como conheceu a minha mãe no elevador e lhe roubou um beijo. Em resposta, a minha mãe, jovem rapariga, vinda da província para a capital, aplicou-lhe um valente estalo na cara. Consola-me saber que houve entre eles um momento digno de um guião de comédia romântica, ainda que estejam divorciados e detestem-se. Esta peripécia mostra bem o inesgotável potencial de um elevador nas relações humanas e como isso é explorado no panorama cinematográfico. Ora vejamos:
Grey’s Anatomy

Addison, a personagem da série “Grey’s Anatomy”, defende maravilhosamente a tese que o elevador é um local afrodisíaco, ao mesmo tempo que se sente ensandecer ao explicar essa teoria a um total desconhecido. A sua sanidade mental é posta em causa quanto ouve a voz do “Deus do Elevador”.

Homem Aranha2


O radialista Nuno Mark inventou todo um leque de informações inúteis que se podem usar durante aqueles momentos constrangedores no elevador. Chamou-lhes: “Desbloqueadores de Conversa” ® e nem a genialidade desses desbloqueadores, superam o momento que assistimos nesta cena: “E se apanhássemos o Homem Aranha no elevador?”.

Star Wars (montagem feita pelo youtuber EggWiskHero)


Aqui está uma situação ideal para usar um desbloquear de conversa® do género: Sabia que a palavra laser é a sigla que quer dizer: “light amplification by estimulated emission of radiation”, traduzindo-se por “amplificação da luz por emissão estimulada”?! Aposto que isto é o tipo de informação que deixaria qualquer pai orgulhoso do seu filho, mesmo que este o queira matar caso ele não se junte ao Império do Mal.
500 Days of Summer


Apenas foram precisos 54 segundos para que Tom Hanson se apaixonasse por Summer Finn, apoiando a teoria que os elevadores são óptimos locais para romancear.

Drive

Esta cena engloba o que de melhor e de pior pode acontecer num elevador. Amor-Violência. O sentido de  protecção de quem se gosta, aliado a uma táctica de distracção que acaba por ser uma declaração de amor. A direcção de cena do realizador Nicholas Winding Refn neste pequeno espaço restrito é irrepreensível: plano aproximado em câmara lenta, fechado dos rostos das duas personagens que se beijam e trocam um último intenso olhar antes da acção voltar a plano aberto, velocidade real, a personagem Ryan Gosling a eliminar a ameaça com extrema violência.

Saturday Night Live: Lost Elevator (TV)

O que aconteceria se encontrássemos o nosso actor da nossa série favorita no elevador. Este é um sketch da série de comédias, mas muitos actores mencionaram experiências de encontros com fãs no elevador que incluem, identidades trocadas, fãs cépticos e crianças com dificuldade em acreditar que Tom Hanks é o Woddy de Toy Story

The Departed


Também são óptimo locais para conseguir encontros românticos, mas esta técnica é só para os audazes.

Grey’s Anatomy


Nesta série, o elevador chega a ser uma personagem, tal a sua importância, na forma como os intervenientes se encontram para flirtar, conversar e também fazer a coloquial “rambóia”. Neste clip, Meredith Grey tenta, em vão, lançar as regras de cortesia profissional entre MacSteamy.
Liar Liar

O elevador é um sítio complicado quando estamos ao lado de desconhecidos. Em espaço tão exíguo, não há como evitar a pessoa que está ao nosso lado e não sabemos bem se devemos iniciar uma conversa ou permanecer em silêncio. Nesta cena, Jim Carrey diz aquilo que a maioria dos homens pensaria ao partilhar o espaço com uma senhora de seios voluptuosos.
Burnistoun (TV)


Este sketch da série de humor escocesa Burnistoun, demonstra a dificuldade em compreender o sotaque escocês, e fá-lo de uma maneira tão hilariante que damos graças a Deus por existirem elevadores onde se pode fazer isto.

Speed


Para um espaço contido, onde não há espaço de manobra para muita coisa, Jan Le Bont filma com mérito uma grande cena de acção, onde dois polícias de intervenção de Los Angeles têm de ser criativos para salvar passageiros de um elevador sabotado pelo maléfico Dennis Hopper. O humor negro entre os dois polícias Harry e Jack é digno de nota, especialmente a resposta de Jack à pergunta de teste.

Ghost

 

Eis um exemplo de como se divertir num elevador cheio de gente. É essencial um parceiro do crime cómico que saiba improvisar. Gostaria de acrescentar que dois amigos meus fizeram algo parecido, em que um desabafava sobre o adultério cometido ao outro e como a protagonista de uma aventura amorosa tinha uma doença contagiante. Penso que fizeram isso mais do que uma vez e sempre acrescentando uma maior sordidez.

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