Sistema de Arquivo

Em três anos de existência de Mixtape, surpreende-me como o sistema de arquivo, assunto de obrigatória menção para qualquer alma croma, ainda não foi abordado. Pode parecer mundano e frívolo, porém desenganem-se aqueles que não têm o impulso do coleccionismo audiovisual a correr no seu sangue. É matéria de primordial importância e, sendo mais cinéfila que melómana, vou debruçar-me pela emblemática da arrumação de filmes na estante. Atentem à minha sugestão.

Ao contrário dos CDs (ou vinil, se são puristas), os filmes apresentam um desafio no que diz respeito ao seu título. Optamos pelo fiável sistema alfabético quanto ao título original ou ao português? Ignoramos os artigos “A (s)”, “O(s)”? Separamos os filmes pelo seu género e se sim, o que fazer com os sub-géneros. “Birds” de Hitchcock: suspense ou terror? “50/50” comédia ou drama? Estão a ver o imbróglio?…

Quando adquiri o meu leitor, tendo uma magra variedade de títulos, ia a casa do meu amigo Marco escolher DVDs da sua ampla colecção. Chamava-lhe “Marcoteca” e era o equivalente cinéfilo a estar numa loja de doces a la carte. O problema, e porque os filmes não estavam alinhados por nenhuma ordem, tinha de percorrer TODOS os títulos de cima para baixo, direita para esquerda.

Acumulando a actividade de crítico de DVDs na revista Premiere, o Marco todas as semanas recebia uma remessa nova de títulos, enchendo ainda mais a estante e levando-me ao limite da cegueira cada vez que procurava as novidades. Não seria mais fácil perguntar, quais os novos filmes adquiridos? Claro que sim mas, por mais meticuloso que o Marco fosse, boa memória não era uma virtude sua. O único indício de método de arquivo na Marcoteca era o cantinho dedicado à actriz Angelina Jolie, tirando esta subjectiva categoria, o método era “Tudo ao molho e fé em Deus!”

A minha colecção actualmente é bem mais modesta que a do Marco, mas à medida que os títulos se acumularam comecei a pensar qual seria o melhor método de arquivo tendo em conta a problemática descrita em cima. Pois bem, encontrei um que, embora infalível, apenas funciona em estantes de cinéfilos convictos.

Ei-lo: Ordem cronológica da data de estreia. Dos filmes mais antigos (prateleira de baixo), aos mais recentes (prateleira de cima). EUREKA!

Genial, não? Mesmo que sejam DVDs encomendados no estrangeiro com o título original ou lançamentos portugueses, o denominador comum a todos é a data de estreia. E mesmo que sejam inéditos em Portugal, podem sempre contar com a data de lançamento impressa na contra capa do DVD. Se querem ser mais meticulosos (leia-se picuinhas) Podem até ordenar alfabeticamente os títulos dentro da ordem cronológica ascendente. Façam alas por décadas (70, 80, 90 etc..) se as vossas colecções são mais modestas ou se os vossos cérebros não fixam bem datas.

O método cronológico é eficiente e poupa tempo. Espalhem a palavra, sejam cinéfilos organizados. Qualquer dúvida, vejam a Bíblia cinéfila IMDB.

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