Let’s Look at the Trailer

Se, antigamente, o propósito do trailer consistia em dar a conhecer o próximo filme nas salas de cinema, hoje em dia é de tal modo crucial para os Estúdios que chega a ofuscar o próprio filme. Levantem as mãos aqueles que ficaram entusiasmados com um filme após ver o trailer para depois sair da sala de cinema com a ideia que viram um melhor trailer que a dita fita.

Contrária à opinião popular, não é o realizador do filme, mas o editor de imagem de uma empresa externa que monta um trailer. Pesa nos seus ombros, a árdua tarefa de captar a essência de um filme tornando-o apelativo em cerca de 2m30. Mais do que isso, está nas suas mãos o modo como percepcionamos um filme. Com uma inteligente montagem de música, frases e cenas chave, até o filme “The Shining” pode ser visto como um drama de descoberta emocional entre pai e filho, “Psycho” como uma comédia romântica, “Titanic” como um filme de terror. Resultados de um concurso para assistente de edição de imagem, este “novo” olhar de clássicos do cinema são a prova que o trailer é uma forma de arte, equiparada a uma curta metragem, a táctica mais escamoteada de ludibriar o espectador e o prenúncio de algo que mal podemos esperar para ver.

Nascido na primeira década do século XX, o trailer era compilado pelos exibidores no final de cada filme (naquele tempo, os créditos passavam no início). A Paramount foi o primeiro estúdio a criar um departamento para os trailers mas depressa chegou à conclusão que uma companhia exterior faria um melhor trabalho. Na década de 20 a 60, apenas uma companhia, sediada em Nova Iorque, a National Screen Service, lidava com todo o material publicitário (incluído posters, trailers e fotos promocionais)

 

Os anos 60 trouxeram uma maior oferta cinematográfica e o cepticismo dos espectadores, cada vez mais críticos em relação às promessas vazias deixadas nos trailers demasiado superlativos e altissonantes. A partir daí, o mercado de empresas produtoras de trailers começou a florescer com uma equipa de especialistas em publicidade e marketing, aplicando técnicas de montagem utilizadas nos anúncios. Jeff Kanew, um conhecido editor de imagem responsável, pelo trailer de “A primeira Noite” (1967) de Mike Nichols, experimentou pela primeira vez o uso de música, alternando com curtas sequências de frases para assim “deixar filme falar por si”, salienta.

 

Os anos 70, marcam a introdução de trailers na televisão que acabariam por impulsionar um conceito que reina nos dias de hoje – o blockbuster. O aparecimento da MTV, nos anos 80 e a introdução de novos programas de edição de imagem e efeitos especiais nos anos que se seguiram, revolucionaram o modo como um trailer é montado. Hoje em dia, o trailer é a principal arma de marketing dos Estúdios, mais acessível que há cinco décadas atrás, tão fácil quanto clicar um link.

 

Aproveito a deixa, para deixar o mote à boa maneira de Lauro Dérmio de Herman José: “Let’s look at the trailer!”.

 

 

The Shining Redux

 

 

Titanic

 

 

Psycho

 

Schindler’s list

 

 

Fight club

 

 

Top gun

 

 

Terminator

 

 

Lion king

 

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